Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – “Eu poderia morrer a qualquer momento”. O relato é de Michel Lima, paciente que publicou um vídeo nas redes sociais em que afirma ter enfrentado demora no atendimento e questiona a triagem realizada no SPA Enfermeira Eliameme Rodrigues Mady, conhecido como SPA do Galileia, na zona Norte de Manaus. A gravação foi publicada neste domingo, 23/8.
Segundo Michel, ele procurou a unidade após apresentar sintomas que considerava graves e informou à equipe de triagem que poderia estar diante de uma emergência. Ele afirma, porém, que foi orientado a aguardar na recepção.
“Estive eu no SPA do Galileia, a enfermeira pediu que eu esperasse na recepção e eu disse à enfermaria e à equipe de triagem que eu tinha um possível rompimento, que eu poderia morrer a qualquer momento. A triagem que ela fez foi só medir a minha pressão arterial, a minha temperatura e me mandou sofrer na recepção”, relatou.
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Paciente afirma que quadro se agravou
Michel conta que os sintomas pioraram enquanto aguardava atendimento. Diante da situação, ele afirma que entrou na área interna do SPA para tentar conseguir atendimento médico. “Quando eu vi que ia morrer, eu entrei porta a dentro do SPA, com a minha ficha”, afirmou.
Segundo o paciente, depois de entrar na unidade, ele foi avaliado por um cirurgião, que teria alertado sobre a gravidade do quadro.
“O cirurgião pediu pra eu ter calma. Pelo menos o cirurgião teve, né, profissionalismo, e fez um toque na minha cintura do lado direito e disse: ‘Olha, o senhor pode morrer a qualquer momento’”, contou.
Após o episódio, Michel questionou a classificação de risco utilizada na unidade e criticou o tempo de espera. “Bota na recepção, põe uma pulseira branca, uma pulseira verde, aí se lasque. Que profissionais são esses?”, questionou.
O SPA do Galileia funciona 24 horas e oferece atendimento de urgência e emergência de baixa e média complexidade. A unidade utiliza o Protocolo de Manchester para classificação de risco e o sistema Fast Track para casos considerados de menor gravidade.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para esclarecer o atendimento relatado pelo paciente. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.






