Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – As rotas do transporte especial que atendem o Distrito Industrial de Manaus amanheceram paralisadas nesta quinta-feira, 20/8, após trabalhadores rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 3% apresentada pelas empresas.
A mobilização começou nas primeiras horas da manhã e provocou impactos no deslocamento de funcionários que dependem do serviço para chegar às fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM).
O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especial de Manaus (Sindespecial). Além do reajuste salarial, a categoria reivindica redução da jornada de trabalho, concessão e reajuste do auxílio-alimentação ou lanche e melhorias nas condições de trabalho.
Do outro lado das negociações está o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran), que representa as empresas do setor. Segundo os trabalhadores, a proposta de 3% apresentada pelos empregadores não atende às reivindicações da categoria.
Mobilização atinge diferentes regiões
De acordo com trabalhadores, os atos ocorrem em diferentes pontos de Manaus. Nas zonas Sul e Leste, há concentração na Avenida Grande Circular, na Bola da Suframa e na Bola da Samsung, onde estão reunidas lideranças e manifestantes.
Na zona Norte, a mobilização atinge trechos das avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós. Já nas zonas Oeste e Centro-Oeste, há registros de concentração na Avenida Pedro Teixeira, nas proximidades do Sambódromo, e na cabeceira da Ponte Rio Negro.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram veículos parados em diferentes pontos da cidade. A paralisação afetou principalmente trabalhadores que utilizam o transporte especial nas primeiras horas da manhã para chegar às empresas instaladas no Distrito Industrial.
Um trabalhador que participa da mobilização afirmou que a categoria pretende manter o movimento até que uma nova proposta seja apresentada.
“Nós estamos aqui de avanço e pedimos total apoio hoje para essa greve. Está tudo parado, deixando só a parte central liberada. Vamos todo mundo junto apoiar, que o ticket já avançou bastante. Eu tenho certeza que, segurando até mais tarde, eles vão ceder mais”, contou.
O manifestante também pediu união entre os trabalhadores durante a paralisação e afirmou que o grupo permaneceria mobilizado na Bola da Samsung.
“Onde tem greve, onde tem protesto, tem coisa boa para o trabalhador, eu estou junto e o meu grupo está aqui também. Nós estamos aqui na Bola da Samsung, está tudo parado”, disse.
A paralisação também surpreendeu parte dos funcionários das fábricas que utilizam as rotas diariamente. Trabalhadores relataram dificuldades para chegar aos locais de trabalho e aguardavam orientações das empresas sobre possíveis alternativas de transporte.
Também foram relatados episódios de violência durante o ato.
Próximos passos
Trabalhadores que participam da mobilização informaram que a categoria está em meio a um dissídio coletivo, com as empresas apresentando uma proposta abaixo do percentual reivindicado pelos funcionários. A negociação envolve reajuste salarial e outros benefícios.
Segundo os trabalhadores, a paralisação deve seguir até o fim do terceiro turno, mas existe a possibilidade de encerramento ainda durante a manhã desta quinta-feira. Até o momento, alguns coletivos permanecem paralisados, com funcionários das empresas ainda dentro dos veículos.
A categoria aguarda novos avanços nas negociações para definir os próximos passos do movimento.






