Kaelyson Moraes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após 21 anos de trabalho, um funcionário das Casas Bahia publicou um vídeo nas redes sociais se despedindo da empresa. Na publicação, feita na sexta-feira, 14/8, ele afirmou ter sido informado de que a rede deixaria de operar em Ponta Porã (MS), onde trabalhava.
“Hoje encerro um dos capítulos mais importantes da minha vida. Foram 21 anos de Casas Bahia, de muito trabalho, aprendizado, desafios, conquistas e, principalmente, de pessoas que fizeram parte dessa história”, escreveu.
A despedida ocorreu dois dias antes de o Grupo Casas Bahia entrar com um pedido de recuperação judicial, no domingo, 16. A empresa acumula cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas com bancos, fundos de investimento, seguradoras e fornecedores, além de débitos trabalhistas e aluguéis.

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Segundo o grupo, o pedido de recuperação judicial não interrompe as operações. A empresa informou que continuará atendendo por meio das lojas físicas e dos canais digitais.
Como parte do processo de redução de custos, o Grupo Casas Bahia já fechou 298 lojas no país.
Recuperação financeira
Em 2024, a empresa havia recorrido à recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas que somavam aproximadamente R$ 4,07 bilhões.
Na época, o grupo afirmou que enfrentava dificuldades relacionadas ao cenário do varejo no Brasil e no exterior e que a reestruturação era necessária para adequar a operação às condições do mercado.
O que é recuperação judicial?
Prevista na Lei nº 11.101/2005, a recuperação judicial permite que empresas em dificuldades financeiras reorganizem suas dívidas e mantenham as atividades enquanto buscam recuperar a capacidade de pagamento.






