Redação Rios
MANAUS (AM) – Dos palcos do rap para as telas de cinema, o artista amazonense Kurt Sutil é um dos nomes confirmados no elenco do novo longa-metragem ‘A Estirada’, estrelado por Bruno Gagliasso e Adanilo.
Dirigido pelo acreano Sérgio de Carvalho (Noites Alienígenas) e pelo baiano Pedro von Krüger, a produção audiovisual combina elementos de thriller e road movie fluvial.
Na Amazônia, onde os rios cumprem o papel das estradas, a travessia dos personagens é conduzida em um percurso clandestino entre o Peru e o Brasil. Guiados por um ex-integrante do Sendero Luminoso (grupo guerrilheiro classificado como organização terrorista pelo governo do Peru), eles cruzam rios, comunidades ribeirinhas e territórios indígenas até chegar às terras do povo Ashaninkao.
Ao longo da jornada, o filme aborda temas como narcotráfico, violência, resistência dos povos originários e os impactos das mudanças climáticas na região amazônica.
As filmagens de ‘A Estirada’ começaram em abril de 2026, na região de Pucallpa, no Peru, e seguem também em Cruzeiro do Sul, no Acre, onde Kurt Sutil está localizado desde meados de julho. A estreia nas telas o colocou em contato com uma nova forma de contar histórias.
Ao falar sobre o longa, o rapper destaca informações acerca da película sem entregar spoilers: “Eu não posso revelar muita coisa sobre o meu personagem, mas posso dizer que é uma história extremamente atual. É uma obra de ficção que dialoga com questões do presente, como o narcotráfico, e acompanha uma grande travessia, uma aventura dividida em várias etapas. O filme também não é 100% em português, o que amplia ainda mais esse universo.”

O artista sinaliza, igualmente, a escrita de Sérgio de Carvalho como um dos grandes diferenciais da produção: “O Sérgio é um escritor muito bom. Ele consegue criar um universo em poucos minutos, e cada etapa dessa travessia tem um universo próprio. O meu personagem está inserido em um desses universos e isso foi uma das coisas que mais me chamou a atenção no roteiro.”
Segundo o jornal O Globo, o longa será rodado em dois momentos do ciclo amazônico, durante a cheia e a seca dos rios, para registrar as transformações da paisagem e evidenciar os impactos da crise climática sobre a região. Atualmente em fase de produção, o filme ainda não tem data de estreia definida.
*Com informações da Assessoria






