Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando uma briga entre dois homens em Manaus ganhou repercussão nesta quarta-feira, 29/7, após ser divulgado pelo deputado federal Amom Mandel (Republicanos). Segundo o parlamentar, a vítima seria um adolescente com transtorno do espectro autista (TEA) e o outro envolvido seria um professor de jiu-jítsu. O caso teria ocorrido na tarde de terça-feira, 28, no conjunto Ajuricaba, bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus.
Após a divulgação das imagens, Amom informou que pretende encaminhar o caso ao Ministério Público e aos demais órgãos competentes para que os fatos sejam investigados.
As imagens, registradas por uma câmera de monitoramento, mostram dois homens em uma via estreita. Em um primeiro momento, um deles, vestido com uma camisa rosa, aparece caminhando pela rua enquanto interage com dois cães que se aproximam do local.
Na sequência, o homem que veste uma camisa azul se aproxima e inicia uma discussão. Após uma troca de palavras e gestos, os dois entram em confronto físico. O homem de camisa rosa tenta se defender, mas acaba sendo imobilizado. Logo depois, a briga é encerrada, o homem de camisa azul deixa o local e o outro envolvido recolhe seus pertences.
Deputado pede investigação
Ao comentar o caso nas redes sociais, Amom Mandel classificou as imagens como “revoltantes” e defendeu uma apuração rigorosa.
Segundo o deputado, o homem que aparece nas imagens é apontado como professor de jiu-jítsu e teria agredido um adolescente com transtorno do espectro autista.
“Quem ensina uma arte marcial tem o dever de transmitir disciplina, respeito e autocontrole, jamais usar sua força para intimidar ou agredir uma pessoa em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
O parlamentar informou que encaminhará o caso ao Ministério Público e aos demais órgãos competentes, juntamente com as imagens e demais informações disponíveis.
“Vou encaminhar o caso ao Ministério Público e aos demais órgãos competentes, com todas as imagens e informações disponíveis, para que a conduta seja rigorosamente investigada e as devidas responsabilidades sejam apuradas”, declarou.
Amom também manifestou solidariedade ao adolescente e à família.
“Autismo não torna ninguém menos digno de respeito. Nenhuma deficiência pode servir de licença para violência, humilhação ou abuso”, ressaltou.
Professor afirma que agiu para defender animal
Após a repercussão do caso, o professor de jiu-jítsu Ângelo Carioca respondeu a publicação do deputado nas redes sociais apresentando sua versão dos fatos.
Segundo ele, a discussão começou após presenciar um animal sendo agredido e ameaçado de morte. O professor afirma que decidiu intervir para proteger o animal e que, durante a discussão, teria sido ofendido e agredido fisicamente.
“Quero esclarecer que tudo começou porque eu presenciei um animal sendo agredido. Além da agressão, ouvi ameaças de que ele seria morto. Naquele momento, meu instinto foi proteger um ser indefeso. Agi movido pela emoção e pelo coração”, afirmou.
Na nota, Ângelo reconhece que reagiu fisicamente durante o confronto, diz não ter orgulho da atitude e pede desculpas por ter perdido o controle.
“Diante disso, acabei reagindo por impulso. Não tenho orgulho dessa reação e peço desculpas por ter perdido o controle naquele momento. Se pudesse voltar atrás, gostaria que tudo tivesse sido resolvido de outra forma.”
O professor também afirmou que desconhecia qualquer condição de saúde da outra pessoa envolvida no momento da discussão.
“Também quero deixar claro que, naquele momento, eu não tinha conhecimento de que essa pessoa pudesse ter qualquer condição especial. Isso simplesmente não fazia parte das informações que eu tinha.”
Ainda segundo Ângelo Carioca, o vídeo divulgado nas redes sociais não mostraria toda a sequência dos acontecimentos.
“O vídeo que circula nas redes mostra apenas uma parte do ocorrido. Pelo que vivenciei, os acontecimentos começaram antes das imagens divulgadas. Por isso, acredito que todos os fatos precisam ser apurados para que a verdade apareça por completo.”
Ao final da nota, o professor afirmou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e disse confiar que o caso será esclarecido.
“Não estou me escondendo e estou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. Minha intenção nunca foi machucar ninguém. Meu único objetivo, naquele momento, foi defender um animal que eu acreditava estar sendo vítima de maus-tratos.”
Até o momento, não há informações sobre registro de conclusão da investigação. O caso deverá ser apurado pelos órgãos competentes para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.






