Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Com o período das convenções partidárias em andamento e a menos de três meses das Eleições de 2026, a disputa para o Governo do Amazonas entra na fase principal para os pré-candidatos.
Na avaliação do analista político Ricardo Costa Leite, o cenário da disputa está concentrado entre a Professora Maria do Carmo Seffair (PL) e o senador Omar Aziz (PSD).
Em análise publicada nas redes sociais, nesta quinta-feira, 23/7, Ricardo afirma que os dois pré-candidatos conseguiram consolidar boas bases eleitorais, mas ainda enfrentam o desafio de conquistar eleitores fora desses grupos.
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“A eleição do Amazonas está apertada porque Maria do Carmo e Omar Aziz conseguem mobilizar públicos diferentes, mas ainda não mostraram força suficiente para dominar o Estado inteiro”, afirmou.
Ricardo Leite, jornalista e analista político
Segundo o analista, Maria do Carmo inicia a corrida eleitoral em vantagem no primeiro turno, enquanto a diferença entre os dois diminui em um eventual confronto direto.
“Maria do Carmo lidera o primeiro turno com cerca de 36%. Omar aparece com 32%. No confronto direto, a diferença cai para apenas seis décimos”, destacou.
Bases consolidadas
Na avaliação de Leite, o desempenho dos dois pré-candidatos está diretamente ligado aos segmentos em que cada um apresenta maior identificação.
Enquanto Maria do Carmo concentra sua força entre o eleitorado evangélico e masculino, Omar Aziz aparece com maior desempenho entre católicos e mulheres, conforme destaca o analista.
“A candidata do PL abre uma vantagem enorme entre os evangélicos e também lidera com folga entre os homens. Omar responde entre os católicos e aparece na frente entre as mulheres. Os dois começam a campanha com bases muito claras. Esse também é o problema”, analisou.
Para o cientista político, Maria do Carmo deverá ampliar seu alcance para além do eleitorado tradicionalmente identificado com a direita.
“Maria do Carmo precisa provar que consegue crescer além do eleitorado mais identificado com a direita e com o campo religioso.”
Já Omar Aziz, segundo ele, precisa expandir sua candidatura sem perder de vista o índice de rejeição considerado alto, como registrado pelas pesquisas.
“Omar precisa ampliar uma candidatura que tem estrutura e reconhecimento, mas também carrega rejeição de quase 27%.”
Pesquisas reforçam cenário
A análise de Ricardo Costa Leite acompanha o panorama apresentado pelos levantamentos divulgados nos últimos dias.
Na pesquisa do Instituto Viva Voz, publicada na segunda-feira, 20, Maria do Carmo aparece na liderança em um dos cenários pesquisados, com 38,6% das intenções de voto.
Nesse mesmo cenário, Omar Aziz registra 33,6%, enquanto Roberto Cidade (União) soma 11,3%.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Maria do Carmo também aparece na primeira colocação, com 13,4%, seguida por Omar Aziz, com 12,7%.
A margem de erro da pesquisa é de 2,3 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. O levantamento foi realizado com recursos próprios e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AM-07666/2026.
Eleitorado indefinido pode decidir
Apesar da liderança dos dois principais nomes nas pesquisas, Ricardo Leite avalia que a eleição segue aberta.
Isso porque uma grande parcela do eleitorado ainda não definiu em quem pretende votar.
“Ainda existe um terço do eleitorado sem candidato definido. É muita gente disponível numa eleição em que menos de quatro pontos separam os líderes.”
O analista também observa que David Almeida aparece distante dos primeiros colocados e concentra o maior índice de rejeição entre os nomes avaliados.
Já Roberto Cidade, embora registre menor rejeição, ainda precisa transformar esse cenário em intenção de voto.
“Hoje, o Amazonas caminha para uma disputa entre Maria do Carmo e Omar. Só que liderança de segmento não basta para ganhar a eleição estadual. Vai levar quem conseguir conversar com o eleitor que está fora da própria base.”






