Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O crescimento do Corre de Quinta, que desde fevereiro vem reunindo milhares de pessoas em diferentes ruas de Manaus, vai muito além da corrida. Para o fundador do movimento, Frank Parente, o sucesso da iniciativa está no sentimento de pertencimento criado entre os participantes.
O profissional participou do programa Esporte Rios, da Rádio Rios FM, nesta segunda-feira, 20/7, e, em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, afirmou que a conexão entre as pessoas é o principal diferencial do projeto e o fator que explica o crescimento contínuo de participantes.
“Eu acho que as pessoas já estavam há muito tempo querendo fazer parte de alguma coisa. Hoje, a corrida proporciona esse senso de pertencimento. As pessoas estão ali em movimento, mas também se conectando umas com as outras. A pedra fundamental do Corre de Quinta é a conexão entre pessoas”, destacou.
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Segundo o fundador, o movimento também tem servido como um espaço de acolhimento para pessoas que enfrentam problemas de saúde mental. Ele relata que, ao conversar com os participantes, ouve histórias de superação que aumentam o propósito do projeto.
“Muitas pessoas estão ali para se sentir melhor, para vencer a ansiedade, a depressão ou escapar de um caminho que não fazia bem. Eu costumo dizer que corrida também é terapia. As pessoas conseguem descarregar o estresse e buscar uma vida mais saudável”, afirmou.
Com o aumento do público, o Corre de Quinta também passou a gerar impactos no trânsito em algumas regiões da cidade. Sobre as críticas de motoristas, Frank esclareceu que a organização não alterou o horário do evento, mas decidiu modificar os percursos para reduzir os transtornos.
“Os horários permaneceram os mesmos. O que estamos fazendo é mudar o percurso para locais que tenham menos trânsito e causem menos impacto. O Corre de Quinta acontece em várias zonas da cidade e em bairros diferentes justamente para não gerar transtornos sempre no mesmo lugar”, explicou.
Ele também pediu compreensão da população durante a realização das corridas e ressaltou que milhares de pessoas participam do projeto em busca de qualidade de vida. “Peço um pouco de paciência, porque essas pessoas estão buscando algo importante para a vida delas. O esporte é lazer, é saúde e também é uma forma de terapia.”
Histórias que marcaram
Ao relembrar a trajetória do projeto, Frank contou que um dos momentos mais marcantes foi perceber que o crescimento acontece de forma espontânea, impulsionado pelos próprios participantes.
“Sempre pensamos que chegamos ao máximo, mas cada edição nos surpreende. As pessoas chegam, gostam e trazem outras pessoas. Isso mostra que o projeto faz bem para elas.”
Entre as histórias que mais o emocionam está a de um participante com dificuldade de locomoção que, acompanhado da mãe, participa das atividades semanalmente.
“Toda quinta-feira ele está lá com a mãezinha dele. Isso alegra o meu coração e nos dá ainda mais vontade de continuar com o projeto. A gente consegue impactar muitas vidas através da corrida.”
Sem taxa de inscrição, o evento acontece todas as quintas-feiras à noite, sempre em um bairro diferente, divulgado ao longo da semana no perfil oficial do movimento, que já ultrapassa 110 mil seguidores nas redes sociais.






