Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Profissionais que atuam no serviço de ultrassonografia do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona Leste de Manaus, relatam estar há três meses sem receber pelos serviços prestados na unidade.
A denúncia foi encaminhada ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS por trabalhadores que afirmam que a situação pode comprometer a continuidade dos atendimentos.
Segundo os relatos, os valores destinados ao pagamento do serviço teriam sido repassados ao Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS), responsável pela gestão do hospital, mas ainda não teriam chegado à empresa contratada para realizar os exames de ultrassonografia.
Os profissionais afirmam que outros setores da unidade já teriam recebido os pagamentos, enquanto a equipe responsável pelos exames permanece aguardando a regularização dos repasses.
“A empresa de ultrassonografia do João Lúcio e do Joãozinho já está sem receber há três meses. Aparentemente, houve repasse para a OSS [Organização Social de Saúde] e eles não repassaram para a ultrassonografia. O restante dos setores recebeu, porém a ultrassonografia não”, relatou um trabalhador, que preferiu não se identificar.

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Equipe reduzida e risco de paralisação
De acordo com a denúncia, o atraso nos pagamentos já teria provocado impactos na equipe. Alguns profissionais teriam solicitado desligamento devido à falta de regularização dos valores, reduzindo o número de trabalhadores disponíveis para a realização dos exames.
O profissional ouvido pela reportagem afirmou que a reposição da equipe não ocorre de forma imediata e que a saída de trabalhadores pode prejudicar a manutenção do serviço.
“Não tem como trabalhar sem receber. Alguns profissionais já pediram para sair, e também não é possível contratar alguém de última hora. É preciso esperar”, declarou.

Ainda segundo o relato, existe a possibilidade de paralisação do serviço caso os pagamentos não sejam regularizados. A interrupção dos exames poderia afetar pacientes que dependem do atendimento de ultrassonografia oferecido pela unidade.
Denúncias sobre atrasos na saúde
A denúncia envolvendo o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio ocorre em meio a outro relato de atraso em pagamentos na área da saúde em Manaus. A Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) informou que médicos que atuam nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) da capital amazonense estariam há até oito meses sem receber pelos serviços prestados.
A entidade divulgou a denúncia por meio de um vídeo publicado nas redes sociais no último dia 4, no qual cobra providências do Governo do Amazonas e do Conselho Federal de Medicina (CFM).
No pronunciamento, o diretor executivo da Anadem, Raul Canal, afirmou que a falta de pagamento compromete a valorização dos profissionais da saúde e pode impactar a continuidade da assistência oferecida à população.
Denúncia aguarda posicionamento
A denúncia foi registrada de forma anônima para preservar a identidade do profissional ouvido pela reportagem.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS), responsável pela administração do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para obter esclarecimentos sobre as denúncias de atrasos nos pagamentos e as medidas adotadas para garantir a continuidade do serviço.
Até o fechamento desta matéria, não houve resposta dos órgãos. O espaço permanece aberto para manifestação.






