Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma acompanhante identificada como Patricia Oliveira denunciou demora no atendimento e tratamento inadequado a uma paciente no Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado, em Manaus. O relato foi publicado em vídeo nas redes sociais e ganhou repercussão nesta terça-feira, 29/6.
Segundo Patricia, a paciente havia acabado de sofrer um acidente de motocicleta, bateu a cabeça e apresentava fortes dores, mas teria sido orientada a aguardar atendimento e a realização de exames, situação que gerou indignação entre familiares e internautas.
De acordo com a acompanhante, a vítima foi atingida por um veículo nas proximidades do Terminal 5, na zona Norte de Manaus. Com o impacto da colisão, ela foi arremessada da motocicleta, bateu a cabeça e teve o capacete quebrado durante a queda.
Em vídeo gravado dentro da unidade hospitalar, Patricia questiona a classificação de risco adotada pela equipe de atendimento.
“O que será a urgência aqui no João Lúcio? Ela está com dor, sofreu um acidente de moto, bateu a cabeça, e querem fazer a pessoa esperar até sabe Deus quando para realizar um exame. Disseram que a vida dela não estava em situação de emergência. Então, o que é uma emergência?”, questionou.
Demora no atendimento
Após o acidente, a paciente foi levada ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, referência em atendimentos de urgência e emergência na capital. Segundo Patricia, ao chegar à unidade, a mulher foi colocada em uma cadeira de rodas e orientada a aguardar, apesar dos sintomas apresentados.
A acompanhante afirma ainda que a vítima chegou a desmaiar após o acidente e permaneceu sentindo fortes dores enquanto esperava pelo atendimento, situação que aumentou a preocupação da família.
“Ela chegou a desmaiar por causa da pancada que levou na cabeça e a gente foi destratada lá naquele hospital”, afirmou.
Além da demora, Patricia criticou a forma como ela e a paciente teriam sido tratadas por alguns profissionais da unidade. Segundo ela, embora reconheça a alta demanda enfrentada pelo hospital, esperava mais acolhimento durante o atendimento.
“A gente só queria um pouco mais de respeito na rede pública de saúde. Sabemos que o trabalho deles não é fácil, mas quem escolheu essa profissão sabe o que enfrenta todos os dias. O mínimo que esperamos é educação, respeito e profissionalismo com quem chega machucado e desesperado”, declarou.
Repercussão
O relato repercutiu nas redes sociais e motivou outros usuários a compartilharem experiências semelhantes em unidades públicas de saúde de Manaus. “Enquanto isso, o atendente está lá com a caneta na boca conversando no celular”, escreveu um internauta.
Outro usuário afirmou ter enfrentado situação parecida após um acidente. “Sofri um acidente no sábado passado, bati a cabeça e estava pior. Não mudou em nada. O atendimento foi do mesmo jeito”, comentou.
Posicionamento
O Portal Rios de Notícias entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para comentar as denúncias, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação do órgão.





![radares de trânsito]](https://www.riosdenoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/radares-de-transito-350x250.jpeg)
