Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Novas denúncias encaminhadas por pacientes e acompanhantes apontam problemas enfrentados no Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado, em Manaus.
Os relatos envolvem atrasos salariais de trabalhadores terceirizados, falta de estrutura para acompanhantes e pacientes sendo acomodados no chão devido à ausência de leitos disponíveis.
A unidade é referência em urgência, emergência, neurocirurgia e atendimento a vítimas de traumas graves na rede estadual de saúde do Amazonas.
Segundo denúncias recebidas pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS, funcionários do setor de cozinha estariam enfrentando atrasos salariais que chegam a seis meses.
Leia também: Copa do Mundo e Festival de Parintins: anos de Mundial revelam equilíbrio histórico entre Caprichoso e Garantido
Trabalhadores da cozinha sem receber
De acordo com uma acompanhante que está na unidade, os trabalhadores do setor de alimentação teriam paralisado as atividades em razão da falta de pagamento. “Ainda por cima está em greve a cozinha, porque faz seis meses que estão sem receber”, relatou.
As denúncias se somam a outros relatos registrados nos últimos meses sobre atrasos salariais de profissionais terceirizados da saúde no Amazonas. Em janeiro deste ano, trabalhadores terceirizados do próprio Hospital João Lúcio já haviam denunciado atrasos de pagamentos referentes a dezembro de 2025.
Acompanhantes relatam falta de estrutura básica
Segundo a denunciante, outro problema diz respeito às condições oferecidas aos acompanhantes de pacientes internados. Familiares estariam sendo obrigados a permanecer sentados no chão por falta de cadeiras e de espaços adequados para descanso dentro da unidade.
“Minha sobrinha está de acompanhante lá e está acontecendo tudo isso. Eles estão tudo no chão porque não tem nem cadeira para os acompanhantes”, afirmou.
Em um vídeo gravado dentro da unidade, pacientes aparecem deitados no chão enquanto aguardam atendimento médico. Segundo o relato, a situação teria ocorrido devido à falta de leitos, camas e macas disponíveis para acomodação.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para comentar as denúncias, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação do órgão.






