Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Amazonas registrou 710 casos de sífilis em gestantes entre janeiro e abril de 2026. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), conforme atualização divulgada no início de maio deste ano.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável, causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais sem preservativo e também pode acontecer da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto, caracterizando a sífilis congênita.
De acordo com os dados da FVS-AM, foram registrados 220 casos em janeiro, 196 em fevereiro, 226 em março e 68 em abril.
Manaus concentra a maior parte das ocorrências, com 534 casos notificados. Em seguida aparecem os municípios de Manacapuru, com 20 registros, e Coari, com 16, de acordo coma Fundação.
Em relação à faixa etária, a maioria das gestantes diagnosticadas tem entre 20 e 29 anos, representando 74,37% dos casos. As adolescentes de 14 a 19 anos correspondem a 24,18% das notificações, enquanto as mulheres de 30 a 39 anos somam 12,23%.
Estágios da doença
A sífilis é classificada em quatro estágios clínicos:
Sífilis Primária: caracteriza-se pelo aparecimento de uma ferida indolor, conhecida como cancro duro, no local de entrada da bactéria, como genitais, ânus ou boca. A lesão pode desaparecer espontaneamente, levando à falsa impressão de cura.
Sífilis Secundária: surge semanas ou meses após o desaparecimento da ferida inicial. Os sintomas incluem manchas pelo corpo, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, dor de cabeça e aumento dos gânglios linfáticos.
Sífilis Latente: fase assintomática da doença, na qual não há sinais visíveis, mas a bactéria permanece ativa no organismo.
Sífilis Terciária: pode se manifestar anos após a infecção inicial, quando não há tratamento adequado. Nessa fase, a doença pode provocar danos graves ao coração, sistema nervoso, cérebro e ossos, podendo levar à morte.
Segundo a classificação clínica da FVS-AM, a forma latente representa a maioria dos casos registrados entre gestantes, correspondendo a 78% das notificações. A sífilis primária responde por 18%, a secundária por 3% e a terciária apresenta percentual residual.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da sífilis pode ser realizado por meio de testes rápidos ou exames laboratoriais, como o VDRL, disponíveis na rede pública de saúde.
O tratamento é considerado simples e eficaz, sendo realizado principalmente com penicilina. A detecção precoce durante o pré-natal é fundamental para evitar a transmissão da doença ao bebê e prevenir complicações para a mãe e a criança.






