Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um professor de jiu-jitsu de 59 anos foi preso em flagrante pelos crimes de produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil. A prisão ocorreu no bairro Cidade de Deus, zona Norte de Manaus, nesta segunda-feira, 1º/6.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), após uma investigação iniciada a partir de informações obtidas em uma operação internacional de combate à exploração sexual infantojuvenil na internet.
De acordo com a delegada adjunta da Depca, Beatriz Andrade, os trabalhos começaram após uma cooperação internacional identificar material ilícito vinculado à conta de um usuário de aplicativo de relacionamento localizado no Brasil.
“A operação internacional, em parceria com a Polícia Federal, identificou um conteúdo pornográfico infantil vinculado a uma conta de um usuário de aplicativo de relacionamento situado aqui no país”, explicou a delegada.
Com base nos dados compartilhados pelas autoridades internacionais e pela PF, os investigadores da Depca localizaram o suspeito e solicitaram as medidas judiciais cabíveis para aprofundar as apurações.
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Cumprimento de mandado
Durante as diligências, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca pessoal e domiciliar no imóvel do investigado, na zona Norte. Conforme a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), dispositivos eletrônicos foram apreendidos e passarão por perícia técnica.
“Ele foi preso ontem na Cidade de Deus e se manteve em silêncio durante o interrogatório”, informou Beatriz Andrade.
Sem relação inicial com a atividade profissional
A delegada ressaltou que, até o momento, não há indícios de que os crimes investigados tenham ocorrido durante as aulas do suspeito ou no ambiente de treino. O material foi localizado no aparelho celular do investigado e estaria restrito a conversas virtuais.
“É importante deixar claro que essa investigação, embora esse investigado seja professor de jiu-jitsu, não acontece no contexto da profissão dele. Esse material encontrado foi no celular dele, a partir de conversas que ele teve com outro indivíduo em um aplicativo de relacionamento”, afirmou a autoridade policial.
Investigação busca identificar possíveis vítimas
Apesar de não haver ligação direta entre o crime cibernético e as aulas de artes marciais, a Polícia Civil continuará investigando o ciclo de convivência do suspeito para descartar a existência de outras vítimas. O fato de o investigado atuar diretamente com o público infantojuvenil exige uma apuração mais rigorosa.
“Considerando que, durante a investigação, verificou-se que ele é um professor de jiu-jitsu que vivia ladeado de crianças e adolescentes, existe a possibilidade de haver outras vítimas. Por isso, estamos seguindo as investigações nesse sentido”, declarou a delegada.
Canais de denúncia: A Depca orienta que possíveis vítimas ou familiares que tenham informações relacionadas ao caso procurem a sede da delegacia especializada para contribuir com as investigações. As denúncias também podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou pelo 181, o disque-denúncia da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).






