Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Além dos jogos e dos grandes craques, a Copa do Mundo também é marcada por símbolos que atravessam gerações, como as bolas oficiais de cada edição. Em Manaus, uma exposição promovida pelo Shopping Ponta Negra, em parceria com a Adidas, reúne modelos históricos que contam a evolução do futebol por meio do design, da tecnologia e da identidade visual dos Mundiais.
Instalada na praça de eventos do centro de compras, a mostra é aberta ao público e apresenta 15 bolas icônicas que marcaram diferentes edições da Copa do Mundo. Os visitantes podem conferir modelos que vão desde a década de 1970 até as versões mais recentes, despertando a nostalgia dos apaixonados pelo esporte.
Segundo a coordenadora de marketing do shopping, Luana Coelho, a iniciativa busca aproximar o público de momentos históricos do futebol e proporcionar uma experiência que vai além das compras.
“O brasileiro é muito apaixonado por futebol, então a ideia foi criar essa conexão com o público e relembrar momentos especiais de cada Mundial, desde a edição de 1970”, afirmou.
Entre os destaques da exposição está a Telstar, utilizada na Copa do Mundo de 1970, no México. Produzida pela Adidas, a bola se tornou um dos maiores ícones da história do esporte e foi a primeira desenvolvida pela marca para o torneio.
A vendedora da Adidas, Andreza Ferreira, explica que o tradicional desenho em gomos pretos e brancos ganhou destaque porque muitas transmissões da época ainda eram realizadas em preto e branco.
“Essa aqui foi a primeira bola produzida pela Adidas para a Copa do Mundo. Ela marcou época porque, em 1970, boa parte das transmissões ainda era em preto e branco, então o design ajudava a bola a aparecer mais na televisão. O modelo acabou virando um símbolo tão forte que, até hoje, muita gente desenha uma bola exatamente desse jeito”, destacou.

Outro modelo presente na mostra é a Tricolore, utilizada na Copa de 1998, na França. Inspirada nas cores da bandeira francesa, ela marcou a estreia das bolas coloridas nos Mundiais e ficou eternizada pelo título conquistado pela seleção anfitriã, liderada por Zinedine Zidane.
A exposição também relembra a Jabulani, bola oficial da Copa de 2010, na África do Sul. Lançada como uma “esfera perfeita”, ela ficou famosa pelas críticas de jogadores, que apontavam um comportamento imprevisível durante as partidas. Apesar disso, o uruguaio Diego Forlán foi um dos atletas que melhor se adaptou ao modelo e se destacou naquela edição.

Já a Brazuca, criada para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, é um dos grandes atrativos da exposição. O nome foi escolhido por meio de votação popular promovida pela Adidas, enquanto as cores foram inspiradas nas tradicionais fitinhas do Senhor do Bonfim, símbolo da cultura baiana.
“A Brazuca também é uma das minhas favoritas. Ela foi criada para a Copa de 2014, no Brasil, e ficou muito marcada porque, na época, foi eleita pelos jogadores como uma das melhores bolas já produzidas para um Mundial”, comentou Andreza.

A mostra ainda apresenta a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026, que será disputada pela primeira vez em três países: Canadá, México e Estados Unidos. Segundo a representante da Adidas, o modelo simboliza justamente a integração entre as nações-sede.
Além do simbolismo, a Trionda também incorpora recursos tecnológicos de última geração. A bola conta com a “Connected Ball Technology”, um sistema com chip de movimento capaz de transmitir dados em tempo real ao árbitro de vídeo (VAR), auxiliando nas decisões durante as partidas.
A exposição segue aberta para visitação, oferecendo aos torcedores e admiradores do esporte a oportunidade de conhecer de perto alguns dos modelos mais marcantes da história das Copas do Mundo.






