Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A paralisação de ônibus realizada em Manaus na manhã desta quarta-feira, 27/5, provocou transtornos no transporte público e afetou milhares de passageiros em diferentes regiões da cidade. A mobilização ocorreu em defesa do fim da escala de trabalho 6×1 e integra um movimento nacional articulado por centrais sindicais e lideranças trabalhistas.
Desde as primeiras horas do dia, usuários do transporte coletivo enfrentaram dificuldades para chegar ao trabalho, à escola e a outros compromissos. Na região Central e na avenida Constantino Nery, um dos principais corredores viários da capital, ônibus ficaram parados durante o protesto, causando congestionamentos e longas filas nos terminais de integração.
O impacto mais intenso foi registrado no Terminal de Integração 1 (T1), onde passageiros chegaram a ser orientados a deixar os coletivos e seguir viagem a pé.
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Sem alternativas imediatas, trabalhadores e estudantes lotaram as plataformas do sistema BRT e as calçadas da Constantino Nery. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o trânsito completamente travado ao longo da manhã, agravando os transtornos para quem precisava atravessar a cidade.
O ato foi convocado por sindicatos, movimentos sociais e entidades ligadas aos trabalhadores. Além do fim da escala 6×1, os manifestantes também defendem a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na carga horária de trabalho no país.
Durante a mobilização, representantes sindicais incentivaram motoristas e cobradores a aderirem ao protesto.
Movimento nacional
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, afirmou que a mobilização faz parte de uma manifestação nacional em defesa de melhores condições de trabalho.
“Só assim os companheiros vão ter dignidade, as suas folgas melhoradas e qualidade de vida para os trabalhadores do Brasil”, destacou.
Segundo ele, o objetivo do movimento é pressionar parlamentares a votarem favoravelmente à PEC que propõe alterações na jornada de trabalho.
“É isso, queremos um fim imediato da escala 6×1. A redução da jornada de trabalho que vai impactar diretamente os companheiros do distrito e dos rodoviários. É isso aí. A luta continua”, afirmou.
De acordo com os organizadores, a paralisação dos rodoviários teve caráter de advertência e duração de uma hora, entre 6h30 e 7h30 da manhã. Após o encerramento do ato da categoria, outros sindicatos deram continuidade às manifestações em defesa do fim da escala 6×1 e da aprovação da PEC sobre a jornada de trabalho.






