Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O policial civil Enoque Galvão, irmão do treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, foi preso na manhã desta terça-feira, 26/5, em Manaus. A informação foi confirmada pela deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) por meio de suas redes sociais.
De acordo com a parlamentar, que também é policial civil, Enoque responde a vários inquéritos em São Paulo pelos crimes de estupro de vulnerável e violência psicológica contra alunas e atletas. Os relatos apontam que os abusos teriam começado quando as vítimas tinham entre 12 e 17 anos.
Campelo explicou que a prisão realizada na capital amazonense também é um desdobramento das investigações do “Caso Melqui Galvão”. Enoque é suspeito de estupro e importunação sexual contra duas alunas que, na época, tinham 15 anos e integravam o projeto social liderado por Melqui na zona Norte de Manaus.
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Prisão preventiva decretada
Em pronunciamento nas redes sociais, a deputada estadual também atualizou a situação jurídica de Melqui Galvão, informando que a prisão temporária do treinador foi convertida em preventiva.
“Hoje foi decretada a prisão preventiva dele, ele que estava em prisão temporária”, afirmou a deputada.
Conforme a parlamentar, os irmãos se valiam do status de policiais e da notoriedade no esporte para cometer os abusos. “Os dois, sendo policiais e instrutores renomados de jiu-jítsu, se aproveitavam disso para importunar e estuprar essas meninas”, ressaltou. Campelo apontou ainda que a maioria das vítimas eram menores de idade em situação de vulnerabilidade econômica.
Melqui Galvão responde por uma série de crimes, incluindo:
- Estupro e estupro de vulnerável;
- Favorecimento à prostituição e exploração sexual de menor;
- Importunação, ameaça e injúria;
- Invasão de dispositivo eletrônico;
- Coação no curso do processo, fraude processual e continuidade delitiva.
Relembre o ‘Caso Melqui’
Investigado por suspeita de abuso sexual contra atletas adolescentes, o treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão foi transferido do Amazonas para São Paulo em maio, após autorização da Justiça. Ele cumpre a custódia em uma unidade prisional da Polícia Civil paulista, que conduz as investigações após o surgimento de novas denúncias.
Melqui havia sido preso temporariamente no dia 28 de abril, após uma atleta de 17 anos denunciar ter sofrido atos libidinosos sem consentimento durante uma competição na Itália. A jovem, que atualmente reside nos Estados Unidos, prestou depoimento acompanhada pelos familiares.
Segundo o inquérito, a adolescente relatou que o treinador tentou apagar as provas acessando o celular dela após o ocorrido. A polícia também apura o envolvimento de Melqui em tentativas de suborno, oferecendo vantagens financeiras e profissionais à família da vítima – como a promessa de abertura de uma academia no exterior – para evitar a formalização da denúncia.
Posição oficial
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) para obter posicionamento oficial sobre a prisão do servidor e o andamento do caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.






