Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vídeo publicado nas redes sociais voltou a reacender o debate sobre mobilidade urbana em Manaus após o arquiteto Saty Barbo recriar digitalmente o antigo projeto do monotrilho da capital amazonense.
A simulação mostra como seria o funcionamento do sistema em avenidas movimentadas da cidade e rapidamente chamou a atenção de internautas.
O conteúdo relembra uma das principais promessas de infraestrutura anunciadas para Manaus durante o ciclo da Copa do Mundo de 2014. O monotrilho foi apresentado, à época, como alternativa para melhorar o transporte público e reduzir o tempo de deslocamento entre as zonas Norte, Leste e o Centro da cidade, mas nunca saiu do papel.
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Nas imagens, Saty Barbo apresenta projeções do modal circulando por vias como a avenida Constantino Nery, uma das mais movimentadas da capital. A publicação gerou repercussão nas redes sociais e levantou discussões sobre os desafios da mobilidade urbana em Manaus.

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Promessas e espera
Entre os comentários, internautas questionaram a ausência de avanços em projetos estruturantes de transporte coletivo e cobraram investimentos em soluções consideradas mais eficientes para o trânsito da cidade.
“Projeto parecido com esse de alguns candidatos atuais na época da Copa de 2014. Enterraram o dinheiro literalmente medindo a profundidade do solo das avenidas Torquato Tapajós e Max Teixeira, mas ficou por isso mesmo. Só na lábia!!”, comentou um internauta.

Já em outro comentário, um internauta criticou a proposta e escreveu: “Isso nunca vai acontecer Dany simples pq essa mulher vai se mas deles fantoche colo foi Wilson Lima entre outros noa vai mudar nada só promessas que nunca vão acontecer”. comentou.
Proposta do projeto
O monotrilho foi apresentado como uma alternativa para melhorar a mobilidade urbana entre as zonas Norte, Leste e o Centro de Manaus. Anunciado palas gestões dos ex-governadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) como uma das principais obras previstas para a Copa do Mundo de 2014, o projeto previa transportar até 35 mil passageiros por hora, com dez trens e seis vagões cada.
Orçada em cerca de R$ 1,4 bilhão, a obra chegou a ter contrato assinado em 2012, mas foi suspensa em 2013 pela Justiça Federal do Amazonas, após apontamentos de irregularidades feitos pelo Ministério Público Federal (MPF). Desde então, o projeto nunca foi retomado.
O tema voltou a repercutir após publicações do influenciador, geólogo e geógrafo João Victor Santos, reacendendo o debate sobre mobilidade urbana e a demora na execução de grandes obras em Manaus.






