Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Estudantes da área da saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) iniciaram uma mobilização pela construção de um Hospital Universitário da instituição. A campanha ganhou força nesta quarta-feira, 13/5, após a divulgação de uma petição online que pede investimentos do Governo do Amazonas em infraestrutura acadêmica e hospitalar.
A iniciativa reúne acadêmicos de medicina, enfermagem e odontologia, que relatam dificuldades estruturais durante a formação prática e afirmam que a ausência de um hospital universitário próprio compromete a qualidade do ensino, da pesquisa e da assistência em saúde no estado.
O movimento classifica a demanda como histórica dentro da universidade.
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Impacto na formação acadêmica
Na petição, os estudantes afirmam que a inexistência de uma unidade hospitalar vinculada à UEA dificulta a realização de atividades práticas, estágios supervisionados e o desenvolvimento técnico dos futuros profissionais de saúde.


Segundo o grupo, a situação obriga alunos a se deslocarem para hospitais distantes e a dividir espaços de prática já sobrecarregados por estudantes de outras instituições.
“Como estudantes de medicina, enfermagem e odontologia da Universidade do Estado do Amazonas, enfrentamos desafios significativos que prejudicam nossa educação e comprometem nosso futuro como provedores de cuidados de saúde confiáveis”, diz trecho da campanha.
Os estudantes afirmam ainda que a falta de estrutura própria gera desvantagens no processo de aprendizagem.
“Sem as instalações adequadas e próximas para nossa formação, nos encontramos em desvantagem no aprendizado, o que pode acarretar inadequações no preparo para servir à nossa comunidade”, apontam.
Avaliação do MEC
Um dos pontos citados pelo movimento é a avaliação do curso de medicina da UEA pelo Ministério da Educação (MEC). Segundo os estudantes, o curso possui nota 3, o que estaria relacionado às limitações estruturais decorrentes da ausência de um hospital universitário.
“Atualmente, o curso de medicina da nossa instituição é avaliado com nota 3 pelo MEC, algo que reflete as limitações impostas pela ausência de um hospital universitário”, afirmam.
O grupo defende que a criação do hospital universitário fortaleceria a formação médica, ampliaria a pesquisa científica e poderia contribuir para a melhoria dos indicadores acadêmicos da instituição.
Uso de hospitais parceiros
Os estudantes também relatam dificuldades nos cursos de enfermagem e odontologia relacionadas à limitação de campos de prática. Segundo a mobilização, grande parte das atividades ocorre no Hospital Adriano Jorge, que, de acordo com os acadêmicos, já opera com alta demanda.
“Isso não apenas afeta negativamente nossa formação, mas também pressiona ainda mais os poucos centros de saúde disponíveis na região”, afirmam.
Reivindicações
A petição reúne pedidos como:
- Construção do Hospital Universitário da UEA
- Ampliação de parcerias com unidades de saúde
- Fortalecimento da pesquisa e extensão
- Melhoria das condições de prática acadêmica
- Ampliação da capacidade de formação em saúde no Amazonas
Os estudantes afirmam que o hospital beneficiaria não apenas a formação acadêmica, mas também o sistema público de saúde.
“Com este investimento, não apenas melhoraríamos nosso próprio futuro educacional e profissional, mas também estaríamos fortalecendo o sistema de saúde da região”, destaca a campanha.
Mobilização
A campanha segue coletando assinaturas por meio da plataforma Change.org e deve ampliar ações nas próximas semanas, com participação de estudantes, professores e profissionais da saúde.
Nas redes sociais, alunos também cobram maior atenção de autoridades e criticam promessas feitas em períodos eleitorais.
Promessa anterior
A mobilização também resgata uma promessa feita em 2022 pelo governador Wilson Lima, que, à época, afirmou que pretendia construir um hospital universitário para a UEA e ampliar polos no interior do estado.
Segundo o discurso, o equipamento serviria tanto para formação prática quanto para atendimento à população.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e com o Governo do Amazonas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação dos citados.






