Rolê Rios: Tour por Manaus revela história, cultura e importância do guia de turismo na capital amazonense
Dia Nacional do Guia de Turismo, celebrado em 10 de maio, marca a valorização dos profissionais responsáveis por mediar experiências e apresentar a cultura
MANAUS (AM) – Do Teatro Amazonas ao Museu da Cidade de Manaus, passando pela primeira rua da capital, um roteiro pelos principais pontos turísticos da cidade proporciona uma verdadeira imersão na história e na cultura local.
Em um tour a convite de profissionais da Cooperativa de Guias de Turismo Amigos da Amazônia, a equipe do Rolê Rios percorreu espaços históricos de Manaus, reunindo informações e curiosidades sobre locais que ajudam a construir a identidade da capital amazonense. A ação integra a programação em alusão ao Dia Nacional do Guia de Turismo, celebrado neste domingo, 10/5.
Teatro Amazonas é símbolo do ciclo da borracha
A primeira parada foi o Teatro Amazonas, localizado no Largo de São Sebastião. Inaugurado em 31 de dezembro de 1896, o espaço é um dos principais símbolos do período áureo da borracha em Manaus.
Segundo o guia de turismo Francisco Magalhães, o teatro é considerado um dos mais importantes do país.
“Ele é considerado o quinto teatro mais bonito do país. Ele transcende a questão da ascensão do período da Bela Época. Eduardo Ribeiro, no ano de 1896, por Manaus ser uma cidade com pouca estrutura, foi visto como um visionário, ou popularmente, um louco, como foi chamado na época. Mas hoje todo mundo está vendo que houve resultados”, diz ele.
Francisco Magalhães, guia de turismo (Foto: Luiz André Nascimento/Rios de Notícias)
Tombado como Patrimônio Histórico Nacional pelo Iphan em 1966, o Teatro Amazonas segue como um dos principais cartões-postais da cidade.
Francisco também destaca que, apesar de o acesso ser gratuito para amazonenses mediante apresentação de documento oficial, muitos moradores ainda não visitam os espaços históricos da cidade.
“Um fator muito importante e diferencial aqui na cidade é que nós temos locais para visitação de categoria internacional, e um dos pontos importantes é que todos são gratuitos. Só que poucas pessoas da cidade visitam, não conhecem e não valorizam tanto”, disse Francisco.
Teatro Amazonas, tombado como Patrimônio Histórico Nacional pelo Iphan em 1966 (Foto: Luiz André Nascimento/Rios de Notícias)
Praça Dom Pedro II e Museu da Cidade
Seguindo pelo Centro Histórico, o roteiro passou pela Praça Dom Pedro II, na rua Bernardo Ramos. O espaço foi nomeado em homenagem ao centenário de nascimento do último imperador do Brasil, em 1925, e possui jardins de inspiração inglesa.
No local também está o Museu da Cidade de Manaus, que funcionou como antiga sede da Prefeitura e hoje abriga acervos e exposições sobre diferentes períodos da capital.
Chafariz das Musas, na Praça Dom Pedro II (Foto: Luiz André Nascimento/Rios de Notícias)
Para o guia Kemel Carmin, o espaço representa um ponto de conexão entre passado e presente.
“Um contraste entre o passado da cidade, o presente e o futuro. Podemos visualizar, atrás de nós, a antiga sede do governo municipal. A Praça Dom Pedro, onde estamos, abriga um cemitério indígena, sendo um sítio arqueológico Manaós. O passeio oferece a turistas locais, nacionais e estrangeiros uma verdadeira viagem no tempo”, explicou.
Kemel Carmin, guia de turismo no Museu da Cidade de Manaus (Foto: Luiz André Nascimento/Rios de Notícias)
Primeira rua de Manaus preserva história
Já a guia Keila Beckett, presidente da Cooperativa, destaca que a rua Bernardo Ramos é considerada a primeira rua da cidade e preserva construções históricas que datam de 1923, além de manter elementos da época, como as primeiras casas, edificações antigas e o piso composto por pedras importadas de Portugal e do Rio Negro.
“Nesta rua, nós encontramos vários prédios históricos daquele período, como o Instituto de Geografia e História do Amazonas. Nós temos aqui atrás duas casas que são daquele período, a Casa 69 e 77, que são relíquias para lembrar daquele momento. Essas casas funcionam hoje como exposições de Oscar Ramos”, ressalta ela.
Keila Beckett, guia e gestora da Cooperativa de Guias Amigos da Amazônia (Foto: Luiz André Nascimento/Rios de Notícias)
Papel essencial do guia de turismo
Os profissionais reforçam ainda a importância do guia de turismo na experiência dos visitantes. Para Kemel Carmin, o trabalho vai além da condução dos roteiros.
“Ele acaba sendo o elo, a pessoa que conecta o turista à realidade local. Então, é muito importante o viajante chegar na nossa cidade e ter alguém daqui para conectá-lo aos lugares, às histórias, aos acontecimentos históricos e fazer esse elo humano entre o turista e a realidade local”, conta.
Para quem tiver interesse em conhecer o trabalho da Cooperativa de Guias Amigos da Amazônia, que atua na linha de frente da promoção do turismo amazônico, as informações podem ser acessadas pelas redes sociais.