Redação Rios
BRASIL – Em celebração aos 30 anos da urna eletrônica no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta segunda-feira, 4/5, a mascote “Pilili”, nome inspirado no som emitido pelo equipamento no momento da confirmação do voto.
A personagem foi apresentada durante cerimônia realizada em Brasília, que marcou as três décadas de implementação do sistema eletrônico de votação no país. Segundo o TSE, a mascote Pilili foi criada com o objetivo de aproximar a Justiça Eleitoral da população, especialmente do público jovem.
Na abertura do evento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que comandará a Corte durante o processo eleitoral deste ano, destacou a segurança, a confiabilidade, a agilidade e a auditabilidade das urnas eletrônicas.
“O Brasil pensou uma forma, algo que foi feito por nós, para nós, para as nossas necessidades, que é a urna eletrônica. O voto é computado sem interferência de terceiros. É você, exclusivamente, com a sua escolha, com quem você acha que lhe representa”, afirmou.
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A ministra também fez um apelo aos jovens entre 15 e 17 anos para que regularizem a situação eleitoral e participem das eleições.
“Quem completar 16 anos até o dia 4 de outubro, ou seja, daqui a 150 dias, se tiver solicitado o título a partir dos 15 anos, poderá votar e exercer esse direito, tornando-se cidadão ou cidadã de pleno direito”, disse.
Durante a cerimônia, o público teve acesso a experiências interativas com a urna eletrônica, painéis informativos sobre sua história e um vídeo institucional que retrata a evolução do equipamento desde sua implantação.
Combate à desinformação
Em meio à disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral, a ministra Cármen Lúcia reforçou que não há intervenção humana na apuração e totalização dos votos.
“Antes, se assinava uma cédula de papel e ela era colocada em uma urna de lona, que depois era levada para contagem manual. Isso hoje já não acontece mais”, explicou.
Histórico do sistema
O primeiro uso da urna eletrônica ocorreu em 1996, quando mais de 32 milhões de eleitores – cerca de um terço do eleitorado da época – votaram pelo sistema. Mais de 70 mil equipamentos foram distribuídos em 57 municípios, incluindo 26 capitais, durante as eleições municipais.
O processo de informatização do voto, no entanto, começou antes. Em 1985, foi criado o cadastro único e automatizado de eleitores, que passou a organizar nacionalmente os registros. Até então, não havia um sistema unificado, o que abria espaço para fraudes.
Ao longo de quase uma década, técnicos do TSE desenvolveram o equipamento com foco em segurança e adaptação à realidade brasileira. Em 1994, o país realizou pela primeira vez a apuração eletrônica dos resultados das eleições gerais, reduzindo o tempo de divulgação de dias para horas.
A eleição de 2000 foi a primeira totalmente informatizada no Brasil. Desde então, o sistema vem sendo constantemente submetido a testes de segurança. Segundo a Justiça Eleitoral, as urnas não são conectadas à internet, utilizam exclusivamente software oficial do TSE e passam por auditorias públicas e periódicas.
*Com informações da Agência Estado






