Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma embarcação que sairia de Manaus com destino a Parintins, levando torcedores para acompanhar a Alvorada do Boi Garantido, foi alvo de confusão e intervenção de autoridades após denúncias de superlotação e venda excessiva de passagens no Porto de São Raimundo, na zona Oeste da capital, na noite de quarta-feira, 29/4.
A viagem fazia parte de uma caravana organizada para o deslocamento de brincantes e torcedores que participariam da tradicional Alvorada do Boi Garantido, em Parintins. Desde as primeiras horas do dia, centenas de pessoas ocuparam o porto, montando redes e organizando bagagens. No entanto, no horário previsto para a saída, parte dos passageiros foi informada de que não poderia embarcar.
A situação causou tumulto e mobilizou equipes da Polícia Militar do Amazonas e da Capitania dos Portos, acionadas para conter a aglomeração e realizar a contagem de passageiros a bordo. Durante a fiscalização, parte dos ocupantes foi retirada para recontagem, mas diversos passageiros acabaram impedidos de retornar após a embarcação atingir a capacidade máxima permitida.
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Passageiros relataram falta de informações, ausência de suporte da organização e incerteza quanto ao ressarcimento dos valores pagos pelas passagens. Também afirmaram que bagagens, redes e objetos pessoais permaneceram dentro da embarcação durante a confusão.
Sem orientação da organização
De acordo com um torcedor do Boi Garantido que compartilhou um vídeo no perfil Camisa Encarnada, passageiros passaram horas no porto sem qualquer orientação sobre reembolso, retirada de bagagens ou possibilidade de embarque em outra embarcação.
“Chegamos cedo, armamos rede, colocamos nossas coisas dentro do barco e, na hora da saída, disseram que não tinha mais espaço. Ficamos sem informação e sem saber como vamos recuperar o dinheiro ou nossas bagagens”, relatou.
Segundo testemunhas, o barco teria sido alugado por um organizador responsável pela venda das passagens, e o número de bilhetes comercializados teria ultrapassado o limite autorizado para a embarcação.
Empresa se pronuncia
Em nota, a empresa responsável pela embarcação informou que possuía documentação regular, itens de segurança e capacidade definida, atribuindo qualquer excesso de passageiros ao locatário do serviço.
Enquanto parte dos passageiros aguardava uma solução no porto, outros desistiram da viagem e retornaram para casa. Houve ainda a possibilidade de envio de uma embarcação alternativa, mas sem confirmação oficial.
Até o momento, a organização da caravana citada por testemunhas não se pronunciou oficialmente sobre o caso nem apresentou informações sobre o ressarcimento dos passageiros. Após a confusão, o embarque foi normalizado e os passageiros seguiram viagem.






