Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Com o objetivo de combater a violência contra a mulher e ampliar o acesso à informação, o Projeto Seguras vem ganhando força em Manaus ao promover formação, acolhimento e conscientização para mulheres em situação de vulnerabilidade. A iniciativa é desenvolvida pela União Brasileira de Mulheres e integra uma ação nacional que já ocorre há mais de três anos em outras regiões do país.
No Amazonas, o projeto é coordenado pela presidente estadual da UBM, Eriana Azevedo, que destaca a importância da iniciativa diante dos índices de violência no estado. Segundo ela, o Seguras começou a ser planejado em janeiro e passou a ser executado a partir de fevereiro, com a meta de atender 200 mulheres na capital.
“O Seguras é um espaço formativo, informativo e de acolhimento. Trabalhamos também o aspecto terapêutico, porque entendemos que o primeiro passo para que a mulher se sinta segura é o acesso à informação”, explicou.

O projeto está sendo realizado por zonas da cidade, com a proposta de atender cerca de 50 mulheres em cada região. “Até o momento, as zonas Oeste e Leste já foram contempladas, alcançando mais de 100 participantes. A próxima etapa será realizada no dia 25 de abril, na zona Norte de Manaus, enquanto a Zona Sul ainda será atendida até o final de junho”, disse Eriana Azevedo.
A iniciativa conta com apoio de instituições como a Universidade Federal do Amazonas, além de órgãos estaduais, e reúne uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais, psicólogas e advogadas que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
Além da formação, o projeto também oferece certificação às participantes e distribui kits de dignidade menstrual. Outro ponto destacado é o impacto direto na vida das mulheres atendidas.
De acordo com a coordenação, muitas participantes relataram já ter vivido situações de violência sem buscar ajuda, e algumas conseguiram romper ciclos de relacionamentos abusivos após participação nas atividades.
A violência em contextos específicos
O debate sobre a violência em contextos específicos também faz parte da programação. A jornalista indígena Franci Pantoja, que participará do evento, reforça que a realidade é ainda mais desafiadora para mulheres indígenas.


“A violência pode se manifestar de várias formas, inclusive cultural, quando há desrespeito à identidade e aos costumes. Por isso, é fundamental ampliar esse debate e fortalecer essas mulheres”, destacou.
Após a conclusão da etapa em Manaus, a expectativa da organização é expandir o projeto para municípios do interior onde a UBM já possui atuação, como Parintins, Tefé e Itacoatiara, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo a rede de apoio às mulheres em todo o estado.






