Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Nos bastidores do primeiro Bar do Boi Caprichoso de 2026, realizado no sábado, 11/4, no Sambódromo de Manaus, o apresentador Edmundo Oran detalhou a rotina, os desafios e os bastidores do item que conduz o espetáculo no Bumbódromo de Parintins.
“O apresentador precisa ter uma visão 360 dentro da arena”, afirmou Oran.
Em entrevista exclusiva ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, no camarim do evento, momentos antes de sua apresentação, o apresentador também comentou a intensidade da apresentação, marcada pela forte chuva e pela empolgação dos torcedores azulados durante o evento promovido pelo Movimento Marujada.
Com passagem por diferentes funções no Boi Caprichoso, Edmundo Oran destacou a vivência construída na base. Ingressou na associação em 1997, na escolinha de artes do Boi Caprichoso, e ao longo dos anos acumulou funções até chegar à arena.
“Passei por vários segmentos do boi. Já fiz parte da marujada, quase fui da Raça, ingressando através do CDC para ser dançarino”
Edmundo Oran, apresentador do Boi Caprichoso
A conexão de Oran com o curral do Boi Caprichoso surge como um dos pilares centrais de sua trajetória. “O Curral Zeca Xibelão é, de certa forma, um quintal da minha casa, minha vida”.
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Item oficial em 2015
A trajetória dentro do festival inclui diferentes momentos até chegar ao posto atual. Oran estreou como cantor em 2004, passou pela arena como animador em 2010, tornou-se amo do boi em 2015 e assumiu como apresentador em 2017.
“Sempre brinquei no curral e depois participei da Escolinha de Artes. Eu me encantei com esse processo do boi, de participar do Festival de Parintins por dentro”.
Trabalho coletivo
Ao falar sobre o espetáculo, Oran destacou o trabalho coletivo que sustenta o maior festival a céu aberto do mundo.
“Respeito muito cada artista, pois cada um, no seu segmento, faz parte do Festival de Parintins, desde a costureira até quem esculpe o isopor para moldar as alegorias. Tudo isso faz parte do festival”.
No item desde 2017, Oran revelou situações que exigiram uma reação imediata dentro arena. “Não diria momentos difíceis, mas desafiadores. Há imprevistos, com atraso em toada ou alegoria, algo que passa despercebido do público, mas não da gente”.
Ele relembrou episódios recentes. “Estava até comentando isso semana passada com o conselho de artes, período de 2023 e 2024, quando houve uma situação com o guindaste, um item não entrou, e conseguimos contornar de forma imperceptível”.
Domínio do espetáculo
Oran detalhou a complexidade do item 1 do Festival e a responsabilidade durante cada apresentação. “O apresentador é o primeiro que entra e o último que sai”.
“Meu item precisa estar atento ao roteiro da noite, aos imprevistos, à dinâmica com a galera, ao repertório, às toadas, aos artistas, às alegorias. Há os textos da arena, que precisam estar memorizados”.
Ele também comentou críticas que recebe nas redes sociais. “Às vezes vejo comentários e penso: experimente pegar o microfone e apresentar”, finalizou.






