Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma confusão entre um paciente e um segurança foi registrada nas dependências do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada, localizado na zona Oeste de Manaus, na noite de sábado, 11/4.
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento em que a briga provoca tensão entre pacientes e profissionais que estavam na unidade. Nas imagens, é possível ver servidores tentando conter a situação e separar os envolvidos. “Para, para, pelo amor de Deus”, grita uma pessoa durante a confusão.

De acordo com relatos de testemunhas, a demora no atendimento teria sido um dos fatores que motivaram o início do tumulto. No entanto, até o momento, a causa oficial do ocorrido ainda não foi confirmada.
Denúncias e atrasos
O episódio acontece dias após profissionais denunciarem atrasos no pagamento de benefícios e problemas relacionados ao plano de saúde da categoria. No último dia 6 de abril, trabalhadores realizaram um protesto após a falta de pagamento dos benefícios previstos.
Segundo o sindicato da categoria, a situação evidencia mais um episódio de descaso com os servidores, que dependem do plano de saúde para a continuidade de tratamentos médicos. A entidade alerta que a interrupção no atendimento pode provocar agravamento de quadros clínicos, sequelas irreversíveis e, em casos extremos, risco de morte.
‘Como um profissional vai salvar vidas?’
Outro caso também foi registrado envolvendo trabalhadores da saúde no Amazonas, que denunciam atraso no pagamento de salários e condições de trabalho precárias em hospitais geridos pela empresa MADIM, responsável por serviços de imagem, como raio-X, tomografia e ressonância.
Os profissionais relatam que meses de salários atrasados têm causado sofrimento psicológico e dificuldades para manter o sustento da família. Segundo os relatos, funcionários afirmam estar trabalhando sem receber desde fevereiro, enfrentando fome, falta de transporte e sobrecarga emocional.
“Como um profissional vai salvar vidas se ele mesmo está morrendo por dentro, sem dinheiro para o ônibus ou para o leite dos filhos?”, desabafa um trabalhador.





