Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A prisão do policial civil aposentado Divoney Perasa de Sousa, de 59 anos, suspeito de perseguir e ameaçar a ex-companheira em Manaus, foi detalhada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 10/4.
Durante a apresentação do caso, o delegado Guilherme Torres classificou o suspeito como alguém de alta periculosidade.
“Se tratava de um indivíduo com um potencial lesivo muito grande, haja vista que já é um policial que tem passagens pela polícia, tendo sido indiciado e condenado por alguns crimes”, afirmou.
Segundo a investigação, o caso envolve violência doméstica e teria se intensificado após o fim do relacionamento.
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Dinâmica do crime
De acordo com a delegada Patrícia Leão, os fatos ocorreram na região do bairro Aleixo. O suspeito teria saído com a vítima em um veículo e, durante o trajeto, a ameaçava com uma arma apontada para sua cabeça.
Em determinado momento, a vítima conseguiu enviar sua localização em tempo real para a irmã, o que foi fundamental para a ação policial.
“Ele puxou a ex-companheira pelos cabelos para que ela entrasse no carro”, relatou a delegada.
Ainda segundo ela, a irmã passou a acompanhar o deslocamento do veículo, o que contribuiu para que o suspeito recuasse temporariamente.
O caso ganhou repercussão devido às ameaças relatadas pela vítima, que apresentou à polícia um vídeo em que o suspeito afirmava não aceitar o término da relação e fazia ameaças graves.
“Foi todo um trabalho investigativo da nossa equipe, com apoio da DIPJ e da Polícia Civil do Pará. Foi um trabalho em conjunto para localizar o agressor”, explicou.
Histórico de violência
Segundo a delegada, o relacionamento entre os dois durou cerca de 10 anos e havia sido encerrado há aproximadamente quatro meses. A vítima teria demorado a denunciar por conta de dependência emocional.
“Isso é muito comum em casos de violência doméstica e precisa ser compreendido”, destacou.
A captura ocorreu no município de Iranduba, onde o suspeito foi localizado na casa de um amigo e já estaria com uma mala pronta. “Se não houvesse rapidez na ação, poderíamos não conseguir prendê-lo”, afirmou a delegada.
Ainda conforme Patrícia Leão, o suspeito não apresentou resistência durante a prisão e não demonstrou arrependimento. “Ele não demonstrou arrependimento, nem alteração de comportamento, inclusive chegou a sorrir”, disse.
Desdobramentos
Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, o suspeito foi encaminhado à autoridade policial e ficará à disposição da Justiça.
Ele responderá pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, ameaça e perseguição.






