Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O governador Wilson Lima (União Brasil) evitou, nesta quinta-feira, 2/4, cravar o nome do vice-governador Tadeu de Souza (PP) como o candidato oficial da Federação União Progressista ao Governo do Estado. Em um movimento que prolonga a incerteza nos bastidores, Wilson empurrou a decisão final para o limite do prazo eleitoral em 4 de agosto.
Embora Tadeu de Souza venha se colocando à disposição para a disputa, não houve anúncio oficial.
Questionado pela imprensa, Wilson Lima reconheceu a viabilidade do vice, especialmente em pautas estratégicas como a saúde, mas ressaltou que a escolha só será sacramentada no período das convenções partidárias.
“O Tadeu tem sido vice-governador, parceiro, tem me ajudado em muitas pautas, principalmente na pauta da saúde. Quando a gente está aqui na capital, tocando os mutirões, ele também está no interior, reúne condições de tocar o legado e, com relação à candidatura dele, a gente tem até o dia 4 de agosto para decidir e a gente tem conversado sobre isso”, afirmou o governador.
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A declaração ocorreu durante evento da Federação União Progressista, na zona Centro-Sul de Manaus. Na ocasião, Wilson Lima pôs fim às especulações sobre sua própria saída para o Senado, reforçando que permanecerá no cargo até o último dia do mandato.
Como “plano B” para a vaga no senado, o governador apresentou o vereador Rodrigo de Sá (PP) como pré-candidato ao Senado para o pleito de 2026.
A indicação de Sá, um aliado fiel, é vista como uma tentativa de manter o controle do grupo sobre a vaga majoritária, enquanto o nome para o Governo segue indefinido.
Incerteza e flertes externos
Apesar do tom de união no evento, o clima nos bastidores é de cautela. A falta de uma confirmação imediata de Tadeu de Souza alimenta a expectativa de que a Federação possa, eventualmente, abrir diálogo com candidaturas de fora do arco de alianças atual.
Ao fixar a data de 4 de agosto como horizonte, Wilson Lima ganha tempo para medir a viabilidade de seus aliados e observar as movimentações dos adversários antes de apoiar um candidato.






