Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A promessa de revitalização da Feira do Santo Antônio, na zona Oeste de Manaus, voltou a ser alvo de críticas, nesta terça-feira, 31/3. Feirantes e permissionários afirmam que, apesar do compromisso assumido pela atual gestão, nenhuma obra foi iniciada até o momento.
A situação ganhou mais repercussão após o ex-prefeito David Almeida admitir, ainda durante sua gestão, que não conseguiria concluir reformas em feiras e mercados da capital, transferindo a responsabilidade para a administração atual.
Na ocasião, a cobrança recai sobre o prefeito Renato Junior, que, ao assumir o cargo, afirmou em entrevista ao Portal Rios de Notícias, que a reforma do espaço será realizada “nos próximos meses”, independentemente de entraves. No entanto, segundo os trabalhadores, a realidade no local segue marcada pelo abandono.
De acordo com Renato Junior, uma emenda parlamentar destinada pelo vereador Rodrigo Guedes acabou sendo inviabilizada após decisões judiciais.
“Realmente houve a destinação da emenda, mas ela acabou sendo inviabilizada. Estamos tentando reverter a situação junto à Procuradoria-Geral do Município para reorganizar esses recursos. Independentemente disso, queremos garantir que a ordem de serviço da reforma seja dada nos próximos meses”, declarou.
Realidade de abandono
Enquanto aguardam a revitalização prometida, trabalhadores relatam prejuízos e condições precárias. Alagamentos, estrutura comprometida e falta de manutenção são problemas frequentes, especialmente durante o período de chuvas.
O feirante Felipe Pereira, que trabalha no local há mais de cinco anos, afirma que a falta de ações concretas gerou descrédito.

“Rapaz, a gente nem confia mais em ninguém. Quando chove aqui, fica tudo alagado. Olha como está o banheiro, é uma porcaria. Ele nunca veio aqui pra falar com a gente. Só quer voto. Essa chuva está acabando com a gente”, criticou.
Cobrança por respostas
Diante do cenário, os permissionários cobram um posicionamento mais efetivo da Prefeitura e o cumprimento da promessa feita. Para eles, a demora na execução da obra agrava os prejuízos e reforça a sensação de abandono no espaço público.






