Há algumas semanas recebi um meme com aquelas frases reflexivas que eu gostaria de ser o autor e acima da superfície rasa dos plágios de malandro que acha que apenas a mãe dele pôs filho inteligente no mundo. Aliás, são raras as oportunidades em que algo vindo das redes sociais seja útil, e vez ou outra aparece algo certeiro. O meme dizia: “ninguém que tentou me prejudicar tem uma vida que eu admire”. E não é que é verdade?
Acredito que todo mundo neste planeta já foi prejudicado por alguém. Se não foi, pode escrever que um dia será. Geralmente, essa turma do bullying desconta raiva que passa em casa com pai e mãe, marido, esposa, ficante, irmão, colega de trabalho, etc. Todas essas frustrações são explicadas, de maneira muito prática e resumida, como carências (de todos os tipos) que não me vem ao caso explicar. Como nada é escondido hoje em dia, basta acessar as redes sociais e a gente entende o problema.
O excesso, contrário da carência, também é prejudicial. Entretanto, o ponto não é analisar traumas e sim o contexto geral, e quando paramos para exercitar a observação para analisar comportamentos, a revelação vem em forma de alívio, pois, no fim das contas, a boca sempre fala do que o coração está cheio. Tire suas conclusões e culpe o jogo, não o jogador. Quem prejudica, na maioria das vezes, é sempre tão vazio por dentro quanto uma casa abandonada e tão raso quanto uma poça de lama. Você admiraria alguém assim? Provavelmente, não.
Ostentação não simboliza riqueza e a própria riqueza, para quem compreende seu real sentido, tem a ver com liberdade – a menos que você venda rifa virtual e deseje conhecer o xilindró para valorizar o trabalho honesto, além da própria liberdade. Como já disse uma vez: certo é certo, errado é errado e a verdade sempre aparece.
Mais que a inteligência, a intuição é a melhor ferramenta de prospecção da verdade, sobretudo no outro. Intuição é experiência e, ao mesmo tempo, razão. Você observa, entende e aprende. Agora, se você for quem prejudica, pense bem, porque a maldade tem volta e o retorno costuma vir em forma de consequências, no plural. Muitas delas insuportáveis porque a vida bate onde doi: no que nos torna infelizes.
O ser humano gosta de tratar a vida como jogo de perda ou ganho em vez de exercício de aprendizado constante para manutenção do equilíbrio, da harmonia e da felicidade. Nada de ruim é eterno para ser lamentado, nem bonito para ser admirado. E, se ainda assim for lembrado, será com o propósito de nunca mais ser repetido. Se enxergamos a vida como jogo, é bom lembrar que todo jogo muda. Há sempre alguém mais rápido e melhor adaptado. As posições mudam e quem agora derruba, amanhã pode ser derrubado.