Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Mapa das Periferias, divulgado recentemente pelo Governo Federal, revelou dados importantes sobre a realidade das comunidades periféricas no país, reunindo informações sobre investimentos, obras, ações locais e iniciativas reconhecidas pelo Prêmio Periferia Viva.
A plataforma tem como objetivo orientar políticas públicas e ampliar o alcance de programas voltados à melhoria da qualidade de vida nas periferias.
No entanto, no Amazonas, especialistas alertam que a falta de envio de propostas por algumas prefeituras – inclusive a de Manaus – pode comprometer o acesso a recursos federais destinados à habitação e à infraestrutura.

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O problema ocorre porque os municípios não encaminharam as propostas dentro do prazo exigido, mesmo tendo solicitado adesão aos programas. Isso pode resultar na exclusão de famílias em situação de vulnerabilidade, agravando problemas históricos nas periferias, como:
- Moradia precária;
- Saneamento básico insuficiente;
- Dificuldades de acesso a serviços essenciais.
O especialista Bessa Júnior critica a postura das gestões municipais.
“Infelizmente, as prefeituras – não só de Manaus, mas de outros municípios do estado – não encaminharam a documentação, mesmo tendo solicitado adesão ao programa. É lamentável, porque essas pessoas não demonstram compromisso em resolver os problemas da periferia. Isso faz com que tenhamos comunidades cada vez menos estruturadas”, disse.

Segundo ele, a falta de planejamento deixa as periferias mais vulneráveis, com problemas que só são enfrentados de forma emergencial durante o período de chuvas. Bessa sugere que a população pressione as autoridades para aderir aos programas que podem trazer recursos para solucionar problemas locais.
“Minha opinião como técnico é que as pessoas realmente cobrem dos políticos e das autoridades a adesão a esses programas. Muitas vezes, trata-se apenas de um cadastro simples, que pode gerar recursos para resolver problemas na cidade”, concluiu.






