Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou na manhã desta quarta-feira, 18/3, em entrevista a uma rádio local, que não pretende exonerar a assessora Anabela Cardoso Freitas, presa na operação Erga Omnes, e reforçou que continua defendendo a inocência da servidora.
“Eu continuo na defesa de uma inocente, a Anabela. Ela é minha assessora, eu não exonerei a Anabela. Eu creio que a Justiça será feita e tudo será esclarecido”, declarou o prefeito durante a entrevista.
David Almeida, prefeito de Manaus
Almeida também afirmou que tem ouvido que novas operações podem ocorrer e voltou a defender a lisura da sua gestão à frente da Prefeitura de Manaus.
“Eu tenho cinco anos à frente da Prefeitura, nós fizemos mais de mil licitações e eu não tenho uma licitação questionada e nenhum evento de operação da PF na minha gestão. A transparência é uma das marcas da nossa gestão”, disse.
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Ao comentar a operação que levou à prisão da assessora, o prefeito criticou a condução da investigação, afirmando que houve indução ao erro. “O que foi feito foi uma operação de um delegado, independente, sem anuência da Delegacia Geral. Eu falei que esse delegado induziu o Ministério Público e a Justiça ao erro”, declarou.
Investigação e prisão
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe do gabinete pessoal do prefeito, é apontada como responsável por movimentar mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro em espécie para a agência de turismo Revoar, conforme dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo as investigações, os valores não possuem origem declarada, o que levanta suspeitas de dinheiro ilícito. A polícia afirma ainda que a agência seria uma empresa fantasma.
Anabela foi presa ao lado do proprietário da agência, Alcir Queiroga, durante a operação Erga Omnes, deflagrada no dia 20 de fevereiro, que investiga o chamado “núcleo político” de uma facção criminosa que atua no Amazonas.
Ao todo, 14 pessoas foram presas na ação, sendo oito no estado. Outros nove investigados seguem foragidos. A operação também resultou na apreensão de veículos de luxo, dinheiro em espécie e documentos.
Destino do dinheiro
Em depoimento à polícia, Alcir Queiroga confirmou a movimentação financeira atribuída à assessora e afirmou que os recursos teriam sido utilizados para a compra de passagens aéreas.
Segundo ele, os bilhetes foram emitidos para viagens do prefeito David Almeida, familiares e integrantes da cúpula do Executivo municipal.
A Polícia Civil sustenta que a agência não possui estrutura de funcionamento regular: não tem sede de atendimento ao público, site ativo ou registros formais de emissão de passagens junto a companhias aéreas. O único endereço vinculado à empresa seria a residência do próprio proprietário.






