Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) pediu explicações à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) sobre o aumento no preço das passagens aéreas entre Manaus e Parintins durante o período do Festival Folclórico de Parintins.
Segundo o parlamentar, há indícios de aumento de mais de 1.500% nas tarifas justamente na época em que ocorre o principal evento cultural do Amazonas. O deputado classificou o valor como “extorsivo” para um voo de pouco mais de uma hora de duração.
Passagens chegam a R$ 9,5 mil
Levantamento feito pelo gabinete do deputado aponta que, em datas próximas ao festival de 2026, passagens para Parintins chegaram a custar cerca de R$ 9.500 ida e volta.
Fora do período do festival, segundo Amom, as tarifas costumam variar entre R$ 300 e R$ 600.
O documento afirma que a situação “extrapola a mera variação de preços decorrente de aumento de demanda”, já que envolve uma rota em contexto geográfico onde o transporte aéreo “frequentemente constitui o principal meio de deslocamento”.


Impacto no turismo e na economia local
O parlamentar também destaca possíveis impactos econômicos para o evento. Segundo ele, preços muito altos podem diminuir o fluxo de turistas e afetar a economia local.
O texto afirma que o aumento das passagens “pode desestimular a visita de turistas e reduzir o movimento durante o festival“, prejudicando setores como hotelaria, restaurantes e o comércio em geral.
O documento também menciona que episódios semelhantes ocorreram em anos anteriores. Em 2022, por exemplo, reportagens da imprensa regional registraram passagens que ultrapassaram R$ 8 mil durante a semana do festival. Em 2025, os valores também variaram entre cerca de R$ 4,3 mil e R$ 7,1 mil.

Pedido de informações à ANAC
Diante desse cenário, Amom Mandel pediu uma série de informações à agência reguladora, incluindo dados sobre quais companhias operam a rota Manaus–Parintins, a quantidade de voos e assentos ofertados nos últimos anos, os preços médios das passagens e eventuais barreiras para a entrada de novas empresas no mercado.
Embora reconheça que o transporte aéreo no Brasil opera sob regime de liberdade tarifária, o parlamentar defende maior acompanhamento do mercado.
A solicitação foi feita com base na Lei de Acesso à Informação. Pela legislação, a ANAC tem prazo de até 30 dias para enviar as respostas ao gabinete do parlamentar.






