Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após o diretor-presidente do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM), Jalil Fraxe, afirmar que o aumento da gasolina no fim de semana estaria relacionado à instabilidade no mercado internacional de petróleo, provocada pela guerra no Irã, internautas nas redes sociais do Portal RIOS DE NOTÍCIAS passaram a questionar a justificativa.
A declaração de Jalil ocorreu após o Procon sair às ruas nesta segunda-feira, 9/3, para fiscalizar postos de combustíveis em Manaus depois que motoristas foram surpreendidos, no fim de semana, com o litro da gasolina, que estava em torno de R$ 6,99, e saltou para R$ 7,29 em postos da capital.
“Na verdade ele está é justificando o aumento! Brincadeira. Não houve aumento ainda nos combustíveis pela Petrobrás. Logo a refinaria não deveria ter aumentado. Procon joga com o cartel?”, comentou um usuário.

Outro internauta também criticou a explicação e apontou a privatização da refinaria como um dos fatores que influenciam os preços no estado. “A Petrobras já abaixou o preço dos combustíveis diversas vezes e os postos de Manaus mantiveram os preços.”

“A refinaria Remam foi privatizada e foi comprada pelo grupo Atem que simplesmente parou de refinar petróleo. Optou por importar porque o preço em dólar estava barato. Agora o grupo Atem resolveu aumentar o preço dos combustíveis antes mesmo do aumento do petróleo chegar na refinaria. São os empresários que se aproveitam dos governos para se dar bem”, escreveu.
Um comentário também questionou o aumento e classificou o reajuste como abusivo. “O combustível chegou no Brasil antes de fecharem o Estreito de Ormuz. Esse aumento é abusivo”, destacou.

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Confira a declaração:
No Amazonas, os preços da gasolina são definidos principalmente pela Refinaria da Amazônia (Ream), administrada pelo grupo Atem desde 2022. Apesar disso, impactos de conflitos internacionais no preço dos combustíveis podem levar meses para chegar ao consumidor brasileiro.
Mudança nos preços deve ser gradual
A avaliação é do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, no qual explicou que eventuais mudanças no mercado internacional não costumam refletir imediatamente no valor cobrado nos postos.
“É um processo longo, que pode durar até seis meses para acontecer. Não haverá nenhuma mudança de patamar de preço pela Petrobras a curto prazo, inclusive, para o consumidor brasileiro”, disse o especialista em entrevista à Agência Brasil.
O representante do instituto também destacou que as refinarias mantêm estoques estratégicos de petróleo, o que ajuda a evitar aumentos imediatos no preço final dos combustíveis e acabar pegando de surpresa os motoristas, como aconteceu no último sábado, 7, em Manaus.
Resposta
A reportagem procurou a Refinaria da Amazônia (Ream) para explicar quais fatores motivaram o aumento da gasolina em Manaus e quais critérios são utilizados para definir os preços repassados aos postos de combustíveis. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.






