Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A defesa de José Pedro da Silva Gama, 42 anos, apontado como comandante da lancha Lima de Abreu XV, informou nesta terça-feira, 24/2, que ele pretende se apresentar espontaneamente às autoridades. O homem é procurado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por homicídio com dolo eventual, em decorrência do naufrágio ocorrido no Encontro das Águas.
Em nota, a defesa afirmou que o comandante reafirma “total interesse em colaborar com a Justiça para a elucidação dos fatos”. No entanto, não detalhou quando a apresentação deverá ocorrer.
Ainda segundo o comunicado, José Pedro manifestou solidariedade às vítimas e aos familiares, e declarou esperar que o caso seja esclarecido “com responsabilidade, equilíbrio e respeito”.

Desde a última sexta-feira, 20, ele é considerado foragido. Na ocasião, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) divulgou a imagem do investigado como procurado pelo crime de homicídio com dolo eventual. O naufrágio da lancha Lima de Abreu XV ocorreu no dia 13 de fevereiro.
O caso aconteceu após a embarcação sair de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte, a 135 quilômetros da capital.
“Durante as oitivas na delegacia, testemunhas relataram que o condutor navegava em alta velocidade no momento do acidente, deixando homens, mulheres e crianças à deriva por um longo período”, afirmou o delegado titular da DEHS, Ricardo Cunha.
O pedido de prisão preventiva foi formulado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), com mandado expedido na quinta-feira, 19.
Buscas pelos desaparecidos
As buscas pelos cinco desaparecidos após o naufrágio da lancha, nas proximidades do Encontro das Águas, chegaram ao 11º dia em Manaus. A operação mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, que utilizam embarcações e sonares para tentar localizar as vítimas e a lancha que afundou.
A embarcação da empresa Lima de Abreu Navegações naufragou após sair de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram resgatadas com vida. O número de mortos chegou a três, e cinco pessoas seguem desaparecidas.
A base das operações está instalada no porto privatizado de Manaus. As buscas acontecem em duas frentes. Na superfície, equipes percorrem o rio e analisam as margens, em um trecho que vai de Manaus até Itacoatiara. Outra equipe atua em Parintins, caso a correnteza leve destroços ou vítimas para longe do local do acidente.
A segunda frente de trabalho ocorre no ponto do naufrágio, no Encontro das Águas. Um sonar é monitorado pela Defesa Civil do Estado para tentar localizar a lancha. O equipamento já identificou objetos submersos, como um bote de cerca de quatro metros de comprimento e até uma balsa.
Mergulhadores de São Paulo também reforçam a operação com um sonar móvel profissional, utilizado para identificar corpos e objetos submersos.






