Redação Rios
BRASIL – Você sabe como estão os níveis de ferro no seu organismo? O mineral é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico e desempenha papel fundamental na produção de hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos.
Quando há deficiência, o corpo não produz hemoglobina em quantidade suficiente, resultando na forma mais comum de anemia: a ferropriva.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 90% dos casos de anemia no Brasil estão relacionados à deficiência de ferro. A condição pode comprometer a saúde e o bem-estar, provocando sintomas como fadiga persistente, tontura, queda de cabelo e dificuldade de concentração.
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Segundo a médica Yasmine Bader, especialista em Ginecologia e Obstetrícia e pós-graduanda em Emagrecimento e Ginecologia Endócrina, os sinais variam de acordo com a gravidade do quadro.
“Índices baixos de ferro podem causar cansaço extremo, unhas quebradiças, lapsos de memória, dores de cabeça frequentes, falta de ar e palpitações. Embora seja tratável, quando ignorada a deficiência pode comprometer a imunidade e aumentar o risco de infecções e problemas cardiovasculares, já que o coração precisa trabalhar mais para levar oxigênio ao corpo”, explica.

Grupos de risco
De acordo com a especialista, alguns grupos são mais vulneráveis à deficiência de ferro, como gestantes, que podem apresentar maior risco de hemorragias, parto prematuro e complicações maternas, além de crianças e adolescentes em fase de crescimento, que podem ter prejuízos no desenvolvimento, na aprendizagem e nas funções psicomotoras.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de hemoglobina e ferritina, proteína responsável pelo armazenamento do ferro no organismo.
Entre as causas mais comuns da deficiência estão a ingestão inadequada do mineral – especialmente em dietas restritivas -, problemas de absorção decorrentes de distúrbios gastrointestinais, como doença celíaca e doença inflamatória intestinal, além de perdas sanguíneas causadas por menstruação intensa, sangramentos ou úlceras.
A médica ressalta a importância do acompanhamento profissional para definição do tratamento adequado. “Cada caso precisa ser avaliado individualmente. O tratamento pode variar desde suplementação oral até intervenções mais complexas, dependendo do grau da deficiência”, afirma.
A adoção de uma alimentação equilibrada, rica em fontes de ferro, aliada ao acompanhamento médico regular e à suplementação orientada, é fundamental para prevenir e tratar a condição. “A deficiência de ferro é comum, mas pode ser controlada. Exames de rotina e hábitos saudáveis são essenciais para garantir qualidade de vida”, conclui.
*Com informações da assessoria






