Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma expedição liderada pelo biólogo Richard Rasmussen e pelo influenciador fitness Renato Cariani percorreu cerca de 1.500 quilômetros da rodovia Transamazônica em uma viagem de sete dias até Manaus.
O objetivo da iniciativa, que repercutiu neste fim de semana, foi mostrar a realidade das pessoas que dependem das rodovias que cortam a Amazônia.
Durante a viagem, Rasmussen buscou, por meio de uma aventura off-road, dar visibilidade às condições precárias de estradas como a BR-230 e a BR-319, reacendendo o debate sobre infraestrutura e desenvolvimento na região.
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O biólogo defende que é possível conciliar preservação ambiental e desenvolvimento, garantindo dignidade às comunidades locais.
Desenvolvimento e sustentabilidade
Segundo Rasmussen, a expedição mostrou que, apesar de a Amazônia ser considerada uma região rica, a falta de infraestrutura e de estradas dificulta o deslocamento das pessoas, tornando a região cada vez mais isolada.
“Isso não é justo. A ideia de trazer influenciadores para a expedição foi mostrar esse descaso histórico, muitas vezes justificado em nome do meio ambiente, mas esquecendo que a Amazônia não é feita só de árvores e animais – é feita de pessoas”, afirmou.
O biólogo acrescentou que o Brasil precisa construir uma nova política ambiental, capaz de integrar sustentabilidade e desenvolvimento. “A Amazônia tem quase 30 milhões de pessoas. Conservação se faz com gente de barriga cheia”, destacou.
Veículo apreendido
Para enfrentar o longo percurso, os participantes utilizaram veículos off-road. Rasmussen percorreu grande parte do trajeto em um UTV Turbo, projetado para trafegar em terrenos severos. A versão turbo oferece potência extra, essencial para superar áreas alagadas e trechos de terra pesada, comuns na Transamazônica e na BR-319.
Mesmo com veículos adaptados, o grupo enfrentou diversas dificuldades ao longo do trajeto. Ao chegar em Manaus, no último sábado, 21/2, o UTV de Rasmussen foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), já que o modelo não é permitido em vias urbanas.
Na chegada à capital, Rasmussen foi recepcionado por fãs no Porto da Ceasa, onde interagiu com o público e discutiu sobre infraestrutura e políticas públicas para a Amazônia.






