Rômulo Araújo – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Rumo aos 70 anos de presença na região em 2026, o Comando Militar da Amazônia (CMA) anunciou que dará início ainda neste ano às atividades do Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPEAM), um braço do Instituto Militar de Engenharia (IME).
O anúncio foi feito durante café com a imprensa na última sexta-feira, 13/2, pelo General de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, que assumiu o Comando Militar da Amazônia (CMA) em agosto de 2025.
De acordo com o CMA, o início previsto para as atividades é no segundo semestre. A fase atual é de instalação de mobiliários e equipamentos do local que vai abrigar as aulas em áreas estratégicas como Inteligência Artificial, Tecnologias Quânticas, Transição Energética e Biotecnologias, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
“O Instituto de Pesquisa da Amazônia é um braço do Instituto Militar de Engenharia, o IME, na Amazônia. A partir desse ano, com a instalação aqui em Manaus, vai permitir cursos de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, trazendo a educação de alto nível para mais próximo do amazônida para formação de profissionais que ficarão no próprio estado”, afirmou Viana Filho.
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Eleições 2026
Ainda durante o encontro com a imprensa na sede do CMA, na avenida Coronel Teixeira, o comandante militar da Amazônia apresentou um balanço das ações realizadas e atividades planejadas para este ano, como apoio às eleições.
“Tradicionalmente, na área amazônica, o Exército e as Forças armadas em geral contribuem levando urnas a locais mais difíceis, ajudando quando é solicitado pela Justiça Eleitoral e estará disponível também esse ano para ajudar se for preciso”, afirmou o comandante.
CMA
O Comando Militar da Amazônia tem um efetivo de, aproximadamente, 20 mil pessoas, sendo nove mil em área de fronteira. Segundo o General Viana Filho, cerca de 1,5 mil são de origem indígena. Entre os trabalhos realizados estão a assistência à saúde, principalmente aos povos originários e abertura e construção de estradas em áreas de difícil acesso. “O Exército atua em engenharia onde não há interesse da iniciativa privada ou dificuldade de licitação”, concluiu.






