Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Sobreviventes do naufrágio ocorrido na tarde desta sexta-feira, 13/2, afirmam que o acidente pode ter sido provocado por uma disputa entre embarcações que navegavam em alta velocidade na região do Encontro das Águas, nas proximidades de Manaus. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas informou que 71 pessoas foram resgatadas, sete seguem desaparecidas e dois óbitos foram confirmados.
Segundo o coronel Helliton Silva, do CBMAM, as condições da embarcação e as causas do naufrágio serão investigadas pela Marinha do Brasil. A operação contou com cerca de 30 bombeiros, sete viaturas, três embarcações e uma aeronave atuando na área.
As equipes realizaram os primeiros socorros e encaminharam as vítimas para unidades hospitalares, a maioria sem ferimentos graves. As buscas continuam para localizar os tripulantes desaparecidos.
Desespero e demora no resgate
De acordo com relatos de sobreviventes, os momentos após o acidente foram de pânico. Eles afirmam que a lancha seguia em alta velocidade, em uma suposta disputa com outra embarcação, e que não havia coletes salva-vidas para todos os passageiros.
“Foi muito desesperador, a gente já tinha avisado que ia muito rápido. Eles estavam fazendo uma disputa entre uma lancha e outra. Algumas pessoas pegaram os coletes, mas não tinha para todos. A embarcação afundou de frente para trás. Uma mulher morreu na nossa frente, a lancha estava muito lotada”, relatou a sobrevivente Lane da Silva.
Outro passageiro afirmou que o resgate demorou e que o banzeiro dificultava a aproximação de outras embarcações.
“Eu ajudei uma criança e fiquei com ela dentro da boia, dentro do ferry boat. O banzeiro estava muito forte. Estavam todos sentados, mas a ajuda demorou. Depois de meia hora apareceu. Pessoas ficaram até no teto da embarcação, tentando se salvar”, contou José Antônio.
O proprietário da embarcação, identificado como Pedro José da Silva Gama, esteve no porto Porto de Manaus, na zona Sul da capital, mas não quis se manifestar sobre o caso. Ele foi encaminhado pela Polícia Militar para prestar depoimento.
Em nota, a Marinha informou que o Comando do 9º Distrito Naval, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, foi acionado e enviou uma equipe ao local. Uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste também sobrevoa a área para auxiliar nas buscas e na apuração das causas do acidente.
Segundo a corporação, a Marinha segue atuando na fiscalização e no cumprimento das normas de segurança da navegação, com foco na salvaguarda da vida humana.






