Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vídeo divulgado pelo influenciador digital e humorista Amaral Komedia, nessa quinta-feira, 12/2, mostra pacientes aguardando atendimento e relatando a falta de profissionais no Complexo Hospitalar Sul, no Instituto da Mulher Dona Lindu.
De acordo com os relatos, o tempo de espera na unidade varia entre duas e quatro horas, e alguns pacientes deixam o local sem serem atendidos. As denúncias apontam que apenas um médico estaria de plantão para atender a demanda.
“Tem um monte de gente que chegou aqui há 2 horas e 4 horas, mesmo assim não fui atendida. Tá um absurdo, é um médico pra atender uma população dessa aqui. Pelo amor de Deus, aí o governo vem dizer que tá tudo bem nos hospitais, isso tudo é mentira”, diz um dos depoimentos.
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Outra paciente afirma que o atendimento, que deveria priorizar mulheres gestantes, não estaria sendo realizado. Segundo ela, uma grávida com feto morto teria sido orientada a voltar para casa por falta de profissionais.
“As mulheres tão sangrando e sentindo dor. Eu mesma estou sangrando e com dor. Uma das mulheres grávidas estava com um bebê morto, eles mandaram pra casa, pra esperar o bebê descer sozinho. Não internaram ela pra dar uma medicação pra criança sair. Complicado, mas infelizmente tá assim”, relatou.
O Portal Rios de Notícias entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e com a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), responsável pela administração da unidade, para solicitar esclarecimentos, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto.
Gestão da unidade
A administração das ações de saúde no Complexo Hospitalar Zona Sul (CHZS), que engloba o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e o Instituto da Mulher Dona Lindu, passou por mudanças em dezembro de 2024. As unidades passaram a ser geridas por uma Organização Social de Saúde (OSS) de Goiás.
A entidade escolhida foi a Agir, convocada em novembro após processo de licitação e assinatura de contrato com o Governo do Amazonas.
O edital prevê orçamento máximo de R$ 2.044.494.743,36 ao longo de 60 meses (cinco anos), conforme o cronograma de desembolso, o que corresponde a cerca de R$ 34 milhões mensais.






