Paulo Vítor Castro – Rios de Notícias
BRASIL – A campanha levantada por usuários do X (antigo Twitter), intitulada #FEDERALIZACAOORELHA, chegou aos trending topics da plataforma com o pedido de que o controle do caso passe para o âmbito federal.
Em resposta à grande repercussão do caso, começaram a tramitar no congresso novas propostas para o endurecimento da pena contra maus-tratos a animais. Entre elas, a criação de um cadastro nacional de agressores de animais, presente nos projetos (PL 172/2026), do senador Bruno Bonetti (PL-RJ), e (PL 151/206), da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Segundo o senador Bruno Bonetti, a proposta visa criar uma responsabilidade coletiva além de disponibilizar um novo serviço de consulta obrigatória.
“Ao mobilizar todos os agentes envolvidos, teremos uma importante ferramenta de controle social, aumentando a consciência sobre a responsabilidade de quem cria, comercializa, adquire ou adota um ser vivo. Animal de estimação não é brinquedo e nem pode se tornar vítima em defesa de instintos violentos”, diz.
A senadora Soraya Thronicke também resalta a falta de mecanismos de identificação semelhantes.
“Hoje, infelizmente, o Brasil não tem um instrumento unificado para acompanhar esses casos. Isso dificulta prevenir novas ocorrências e combater a reincidência. Nosso objetivo com o cadastro não é punir além da lei, mas fornecer informações que ajudem o Estado a agir melhor, proteger os animais e fortalecer políticas públicas de prevenção”, afirma.
Relembre o caso
O cachorro Orelha foi brutalmente atacado na noite do dia 4 de Janeiro, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, onde, após ser encontrado, foi levado para uma clínica veterinária. Muito ferido, acabou sendo submetido à eutanásia.
Após a repercussão do caso, a Polícia Civil de Santa Catarina iniciou o processo de investigação e, posteriormente, o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os adolescentes suspeitos e seus familiares, onde tiveram seus celulares e computadores apreendidos pela perícia.
Dias depois do ocorrido, dois dos quatro adolecentes foram viajar para a Disney, nos Estados Unidos, em uma viagem “programada”, segundo os familiares, retornando ao Brasil no dia 29 de Janeiro.
No dia 30 de janeiro, a polícia descartou a participação de um dos quatro adolecentes após a família apresentar provas que comprovam sua inocência, o que foram confirmadas pelas imagens das câmeras de segurança analisadas pelos investigadores, passando de acusado a testemunha do caso.






