Redação Rios
MANAUS (AM) – A Polícia Civil do Amazonas investiga o assassinato do paulista Davi Said Aidar, de 62 anos, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
O docente foi morto a tiros na noite de sexta-feira, 8/2, dentro de seu restaurante, localizado no ramal Água Branca, na rodovia AM-010, km 35, no bairro Lago Azul, zona Norte de Manaus. Aidar era pesquisador de abelhas de mel e possuía publicações científicas sobre o tema.
Segundo a Polícia Militar, que esteve no local, a esposa relatou que homens encapuzados chegaram ao restaurante, localizado em área isolada, e efetuaram disparos contra o professor. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Os suspeitos fugiram do local. A motivação do crime ainda é investigada.
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O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). A Polícia Civil informou que equipes especializadas trabalham na apuração do caso. O professor possuía porte de arma para Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). Uma pistola, carregador e munições foram encontradas no carro de Aidar e recolhidas para análise.
Currículo acadêmico
Davi Aidar era professor de Ciências Agrárias na Ufam e tinha um currículo acadêmico de destaque. Ele se graduou em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá (Fuem), fez mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), doutorado em Entomologia e pós-doutorado em Genética Molecular pela Universidade de São Paulo (USP).
Em nota, a Ufam lamentou a morte do docente e destacou sua carreira: “Reconhecido pela experiência na área de genética de abelhas e com trabalhos em meliponicultura, apicultura e preservação de abelhas silvestres, o professor tornou-se titular em 2020 e deixa um legado à comunidade universitária”.
O corpo de Davi Aidar foi sepultado na terça-feira, 10, no Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, onde reside sua família.
Dedicado às abelhas nativas
O jornalista Marcos Aidar, irmão de Davi, publicou em suas redes sociais que o professor era o mais novo de seis filhos da família da professora Nadyr de Almeida Aidar e do médico David de Almeida Aidar.
Segundo Marcos, Davi vivia em Manaus há mais de 20 anos, lecionava na Ufam e se dedicava à pesquisa com abelhas. Seu livro “A Mandaçaia” se tornou referência nacional para apicultores de todo o país. O professor morava com a companheira em um sítio a 40 km do centro de Manaus, cercado de plantas, aquários, galinhas e outras criações que também comercializava.
O irmão descreveu o local do crime: “Uma grande placa anunciava o Abelha’s, Bar e Restaurante, uma construção aberta, sem portões ou cercas, em uma estradinha que liga à Rodovia AM-010. Parecia um lugar sossegado. Na sexta-feira, por volta das 19h, sua vida foi interrompida por meia dúzia de tiros disparados por três homens encapuzados, enquanto cuidava de suas coisas na frente da casa”.
Marcos Aidar disse desconhecer a motivação do crime e espera que a Polícia do Amazonas esclareça o caso rapidamente. Ele agradeceu às manifestações de apoio recebidas em Manaus, Ribeirão Preto e outros locais.
*Com informações da Agência Estado






