Redação Rios
MANAUS (AM) – A cantora Ludmilla ingressou com uma ação de indenização por danos morais contra o vereador Coronel Rosses (PL), após declarações feitas pelo parlamentar na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e em entrevistas à imprensa. O processo tramita na Comarca de Manaus e pede reparação no valor de R$ 70 mil.
Segundo a ação, Rosses teria atribuído à artista, de forma falsa, a prática do crime de “aliciamento de crianças” durante sua apresentação no festival Sou Manaus Passo a Paço 2025. A defesa de Ludmilla sustenta que as declarações ultrapassam os limites da crítica política e configuram ofensa à honra e à imagem da cantora.
O vereador afirma que suas manifestações estão relacionadas ao que considera uma afronta à moralidade pública. Para Rosses, apresentações financiadas com recursos públicos que contenham conteúdo de cunho sexual ferem valores familiares e expõem crianças e adolescentes a situações inadequadas.
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A defesa do parlamentar alega ainda que o show da artista teria violado a Lei Municipal nº 593, de 11 de junho de 2025, que proíbe a utilização de recursos públicos para a contratação de artistas cujas performances incentivem a sexualidade ou causem constrangimento ao público.
Rosses também critica a Prefeitura de Manaus, afirmando que a legislação não foi regulamentada dentro do prazo previsto, o que, segundo ele, permite a continuidade de gastos elevados com eventos culturais.
Além do embate judicial com a cantora, o vereador tem atuado na fiscalização dos gastos do festival Passo a Paço. Ele ajuizou uma ação popular contra o Município de Manaus e a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), solicitando transparência sobre os valores pagos aos artistas.
De acordo com Rosses, o orçamento do evento teria saltado de R$ 2 milhões para mais de R$ 25 milhões em quatro anos. Até o momento, os detalhes dos cachês não estariam disponíveis de forma clara no Portal da Transparência.
Sobre o processo movido por Ludmilla, o vereador informou que apresentará sua defesa após ser oficialmente notificado pela Justiça. Em declaração, afirmou que continuará cobrando esclarecimentos sobre o uso de recursos públicos no evento.
Rosses destacou ainda que entende sua atuação como parte do dever de fiscalização do mandato parlamentar e afirmou que suas declarações estão amparadas pela imunidade prevista na Constituição Federal.
*Com informações da assessoria






