Kataryne Dias – Rios de Notícias
Manaus (AM) – O economista e influenciador Gil do Vigor usou suas redes sociais para alertar clientes sobre problemas que têm afetado correntistas do Banco Master e do Will Bank. Segundo ele, pessoas estão tendo seus nomes incluídos em cadastros de inadimplentes, mesmo sem dever nada, devido à falência dessas instituições financeiras.
Em seu vídeo, Gil explica que muitos clientes podem ser surpreendidos ao tentar fazer compras ou contratar serviços financeiros. Com o encerramento das operações do Master e do Will Bank, as dívidas foram transferidas legalmente para o Banco de Brasília (BRB). No entanto, houve falhas na atualização de registros e na transferência de informações, o que tem gerado transtornos para clientes que já haviam quitado seus empréstimos ou mantido suas contas regularizadas.
“É um absurdo, mas está acontecendo. Seu nome pode estar sujo na praça, mesmo sem você dever nada. Você está lá com seu nome limpo, achando que está tudo certo, e, no ato da compra, descobre do nada que seu nome está ‘podre’ na praça. Não porque você está devendo, mas simplesmente porque o Will Bank ou o Banco Master estão lascando você”, destacou Gil.
Segundo o influenciador, o problema afeta cerca de 40 mil pessoas. Ele orienta que os clientes verifiquem diretamente no site do Banco Central se existem débitos que não reconhecem e evitem clicar em links de terceiros, que podem ser golpes.
“Outra coisa, cuidado com links falsos. Hoje em dia, o pessoal está pegando todo tipo de vídeo e enviando links falsos para aplicar golpes em vocês”, alertou.
Caso o consumidor identifique uma dívida indevida, o procedimento correto é abrir uma contestação junto às instituições competentes para regularizar o nome e evitar problemas futuros.

Erros no repasse de dívidas
O influenciador reforçou que a situação não decorre de falta de pagamento, mas de falhas na transferência de informações do Master e do Will Bank para o BRB.
“Ou seja, a dívida mudou de dono. O dono agora é o Banco BRB, o que é permitido por lei. O problema começou porque o Banco Master e o Will Bank faliram, entraram em liquidação, e aí as falhas no repasse geraram essas inclusões indevidas”, explicou.
Entenda a situação dos bancos
O Banco Master enfrentava uma grave crise financeira antes de ser liquidado pelo Banco Central. Segundo Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do BC, o banco tinha apenas R$ 4 milhões em caixa, mesmo possuindo R$ 80 bilhões em ativos. Ou seja, não tinha dinheiro suficiente para manter suas operações normalmente.
A fintech Will Bank, ligada ao Master, também enfrentava problemas de funcionamento e de pagamento, o que agravou a crise. O Banco Central acompanhava a situação, mas a falta de recursos tornou a liquidação extrajudicial inevitável.
O Banco Central informou que continuará tomando todas as medidas necessárias para apurar responsabilidades, podendo aplicar multas e outras sanções e comunicar as autoridades competentes. Por lei, os bens dos controladores e ex-administradores das instituições continuam bloqueados.






