Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um desabafo da cunhã-poranga do Caprichoso e participante do Big Brother Brasil 26, Marciele Albuquerque, tem repercutido nas redes sociais. Ela relatou que cresceu sem acesso regular a alimentos básicos, em conversa com colegas de confinamento.
O episódio ganhou destaque nesta quinta-feira, 6/2, após Jordana questionar a quantidade de comida que Marciele consome dentro da casa.
Durante a conversa, Marciele comentou sobre o impacto emocional da fome em seu comportamento: “Hoje ela (Jordana) me deu um coice, mas eu sei que ela tá com fome, porque quando ela está com fome é outra pessoa”, disse.
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Jordana havia comentado com Jonas e Sarah Andrade sobre os hábitos alimentares de Marciele, questionando se ela chega a fazer todas as refeições do dia. A participante explicou que a alimentação limitada que teve na infância ainda influencia traumas, emoções e relações dentro do programa:
“Feijão pra mim sempre foi coisa de quem tem dinheiro em casa, era arroz e às vezes nem isso. Por isso que eu amo farinha. A base da nossa alimentação era a caça e a farinha”, relatou.
Marciele também destacou o impacto psicológico da experiência: “Eu fico ansiosa, entendeu?”, disse, explicando que situações de insegurança alimentar ainda geram gatilhos e lembranças difíceis da infância.
De acordo com relatos do perfil de Marciele, experiências no programa, como participar do quadro “Tá com Nada”, despertaram lembranças cruéis da sua infância. Ela chegou a afirmar que, em certos momentos, preferia ir dormir a ficar sem comida.
“Marciele já contou diversas vezes que tem uma relação muito sensível com a comida por conta do que viveu na infância”, destacou o perfil.
Insegurança alimentar no Amazonas
O Amazonas é um dos estados brasileiros com maior número de famílias em situação de insegurança alimentar, segundo dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Cerca de 38,9% dos domicílios amazonenses enfrentam algum tipo de restrição alimentar. O estado ocupa o terceiro lugar no ranking nacional, atrás do Pará (44,6%) – estado natal de Marciele – e de Roraima (43,6%).
O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre Segurança Alimentar, realizada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
O estudo avalia a capacidade das famílias brasileiras de acessar alimentos em quantidade e qualidade suficientes, apontando desafios sociais persistentes no país.






