Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os voos da Venezuela para o Brasil devem voltar a ser realizados a partir do dia 24 de fevereiro, com voos diretos de Manaus (AM) e Boa Vista (RR), pela Rutaca Airlines. O anúncio das novos rotas para o país vizinho foi feito no último sábado, 24/1, pela companhia aérea privada venezuelana.
Um dos trajetos será realizado da capital amazonense para Caracas. Os voos decolarão às terças-feiras e sábados, às 23h30, da capital venezuelana, chegando às 02h10 da madrugada do dia seguinte em Manaus. Já o voo de volta parte da capital do Amazonas às 03h40 e pousa em Caracas às 06h20.
A outra rota tem decolagem em Porto Ordaz às 10h00, todas às segundas e quintas-feiras, chegando em Boa Vista às 11h10. No retorno ao país, o voo parte às 14h30 da capital roraimense, pousando em Puerto Ordaz às 15h40.
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Ambos os trajetos oferecem conexões para a cidade de Porlamar, que está situada na Ilha de Margarita, no caribe venezuelano, destino reconhecido internacionalmente por suas mais de 50 praias paradisíacas de águas cristalinas e areias brancas.
Os dois países vizinhos estavam sem ligação por área desde o mês de dezembro do ano passado, sem motivos divulgados. No entanto, os voos realizados pela GOL de São Paulo para Caracas foram suspensos após o aumento da atividade militar americana no Caribe.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com o Manaus Airport, gestor do Aeroporto Internacional de Manaus, para obter mais informações sobre o voo entre a Venezuela e a capital amazonense, e aguarda retorno.
Operação dos EUA na Venezuela
No dia 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar inédita na Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A ação incluiu ataques aéreos e movimentação de forças especiais em Caracas, com interrupções no fornecimento de energia, e foi justificada pelo governo norte-americano como uma medida contra atividades ligadas ao narcotráfico e proteção de interesses regionais.
O governo venezuelano classificou a intervenção como uma agressão militar estrangeira, denunciando violação de soberania.
Maduro e Cilia Flores foram levados para os Estados Unidos, onde enfrentam acusações federais relacionadas a narcoterrorismo e tráfico de drogas, em um episódio que gerou repercussões internacionais e debate sobre direito internacional e relações bilaterais.






