Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Moradores do residencial Ketlem Campos, localizado na avenida Margarita, bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus, vivem há mais de três meses sob risco devido a uma tubulação danificada, que já causou alagamentos, prejuízos a residências e até deslocamento de famílias, segundo denúncia de Maezio da Silva Gomes, morador local.
De acordo com ele, diversas tentativas de contato com a Prefeitura de Manaus e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) não resultaram em soluções. “Eles estão só enrolando a gente”, afirma.
Leia também: Jovem de 28 anos é morto a tiros na zona Norte de Manaus
Imagens mostram destruição e riscos
Fotos e vídeos enviados ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS mostram a área tomada por água e enxurradas, ameaçando veículos e casas. Em um dos registros, é possível ver buracos no asfalto e uma grande cratera próxima a uma residência, que coloca em risco a estrutura do imóvel.
Segundo Maezio, a Prefeitura chegou a fazer um desvio temporário da tubulação, mas não apresentou solução definitiva. “De dez casas, apenas três ainda têm moradores. Muitos saíram com medo do desabamento e da falta de condições para permanecer no local”, conta.
Problema se arrasta há meses
O morador relata que a situação começou em novembro do ano passado, quando as manilhas da tubulação estouraram, impedindo o escoamento correto da água. “A água voltou a invadir as casas mais baixas, e mesmo depois de reivindicarmos nossos direitos, não tivemos resposta concreta”, disse.
Ele afirma que técnicos já visitaram o local, mas que até agora apenas anunciam projetos futuros. “O certo seria substituir a tubulação que passa por baixo do residencial e direcioná-la para a Avenida Margarita. Mas até agora nada foi feito”, critica.
Condições insalubres e inseguras
Maezio alerta que o problema piora em períodos de chuva e que o local também apresenta cheiro insuportável, tornando a situação insuportável para os moradores. “Tenho uma filha de oito meses. Ela está há três meses fora de casa porque tenho medo de voltar para cá e acontecer o pior”, relata.
Sem resposta oficial
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Seminf, mas ainda não recebeu posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação do órgão.






