Gabriel Lopes – Rios de Notícias
FLORIANÓPOLIS (SC) – O caso de um animal comunitário conhecido como “Cão Orelha”, morto após ser agredido por um grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis, segue repercutindo na mídia nacional depois de a Polícia Civil de Santa Catarina identificar os suspeitos de cometer os maus-tratos.
O pet era querido pela comunidade e precisou ser submetido à eutanásia após ser encontrado ferido na região. Na manhã de segunda-feira, 26/1, policiais realizaram buscas e apreensões nos endereços dos suspeitos pelas agressões, sendo que dois deles estariam nos Estados Unidos (EUA).
Em razão das agressões, os agentes também apuram a participação de um pai e de um policial civil que teriam coagido uma testemunha. A polícia tinha o objetivo de localizar uma possível arma de fogo, que teria sido usada para ameaçar a testemunha, mas o objeto não foi localizado.
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Além do caso de “Orelha”, a polícia ainda investiga um segundo caso envolvendo um cão caramelo. O animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas depois conseguiu sair do local. Nas redes sociais, moradores e associações se manifestaram e pediram Justiça após o ato criminoso.
“Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem”, pontuou a Associação dos Moradores da Praia Brava.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, caso confirmada a suspeita de autoria dos adolescentes, o relatório das investigações vai ser encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, em razão da idade dos envolvidos. Eles responderão por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.












