Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vídeo publicado pelo investigador da Polícia Civil de Minas Gerais, Cleiton Xavier, tem chamado a atenção nas redes sociais ao ultrapassar a marca de 1 milhão de curtidas. Na gravação, o policial faz um alerta direto a pais e responsáveis sobre comportamentos aparentemente inofensivos, mas que podem representar riscos reais à segurança das crianças.
Segundo o investigador, abusadores costumam se aproveitar de situações cotidianas para criar proximidade, confundir limites e silenciar as vítimas. “Atitudes vistas como brincadeiras podem, na verdade, abrir portas para comportamentos abusivos”, alerta.
Entre os principais pontos citados por Cleiton Xavier está o incentivo a “segredinhos”. Para ele, essa prática deve ser evitada dentro de casa. “Ensine seu filho que em casa não existe segredo. Abusadores usam pactos de silêncio para criar proximidade”, afirma.
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Outro comportamento comum é ignorar o pedido da criança para parar uma brincadeira, como as cosquinhas. “Risos não anulam limites. Se a criança pedir para parar, a brincadeira deve acabar imediatamente. Isso ensina o domínio sobre o próprio corpo”, reforça o investigador.
Cleiton também chama atenção para toques em partes íntimas, mesmo quando apresentados como brincadeira. “Mordidinhas ou toques em tom de brincadeira confundem a criança e dificultam que ela identifique uma invasão real no futuro”, diz.
O alerta do investigador se estende a brincadeiras em locais isolados. Segundo ele, esconderijos podem representar perigo, mesmo quando envolvem pessoas conhecidas. “Evite que as crianças brinquem em lugares escondidos. O isolamento é onde o perigo acontece em casos de violência ou abuso”, pontua.
Brincadeiras de morder também entram na lista e devem ser evitadas. Para o investigador, esse tipo de atitude não deve ser normalizado. “Mordidas em braços, pernas ou rosto normalizam comportamentos agressivos e podem refletir negativamente no convívio social dessa criança”, explica.
Cleiton Xavier também destacou os riscos no ambiente digital, especialmente em jogos online. “O perigo digital é real. Abusadores se passam por crianças para ganhar confiança. Vigiar não é invadir, é proteger”, alerta, citando plataformas populares como o jogo Roblox.












