Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Dois meses após a morte do filho, os pais de Benício Xavier, Joyce Xavier e Bruno Freitas, prestaram homenagem à criança nas redes sociais. O vídeo foi divulgado na manhã desta sexta-feira, 23/1, e emocionou milhares de internautas.
Joyce Xavier relembrou o filho como uma criança saudável, cheia de vida e muito apegada à família. “Ele era minha vida. Benício era uma criança amorosa, dócil, compreensiva. Ele era meu companheiro”, disse a mãe.
Segundo Joyce, Benício apresentou tosse e febre nos dias anteriores, sintomas que estavam sendo tratados em casa, antes de a família procurar atendimento médico. Ao chegar à unidade de saúde, ele recebeu uma pulseira de atendimento classificada como não urgente, o que trouxe tranquilidade inicial à família.
Leia também: Filho do prefeito David Almeida morre aos 20 dias
Durante a consulta, a médica avaliou garganta e peito da criança e levantou suspeita de laringite, prescrevendo xarope, lavagem nasal, dexametasona, soro e adrenalina. A mãe relatou que houve confusão sobre os medicamentos que Benício já vinha usando em casa, o que gerou silêncio e falta de explicações no atendimento.
No ambulatório, a mãe afirma que a aplicação da adrenalina foi feita por via intravenosa, diferente do que havia ocorrido em episódios anteriores. Imediatamente após o procedimento, a criança apresentou sinais graves de reação.
Com a piora do quadro, Benício foi transferido para a UTI. O pai, Bruno Freitas, relatou que, mesmo em estado crítico, a criança tentou tranquilizar os pais. “Ele olhou para mim e disse: ‘calma, mãe, vai ficar tudo bem’. Era para eu ser forte por ele, mas foi ele que me deu força”, relembrou.
Justiça
Bruno reforçou que busca justiça, não por vingança, mas para honrar o nome do filho e cobrar melhorias no atendimento hospitalar. “O que aconteceu foi muito grave com o Benício, algo que poderia ter sido resolvido ali. Precisamos de justiça para que nenhuma criança mais passe por isso”, afirmou.
Benício Xavier morreu em novembro do ano passado, após a aplicação incorreta de adrenalina por via intravenosa no Hospital Santa Júlia, em Manaus.






