Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Vídeos registrados nas dependências do Hospital Santa Júlia, na zona Sul de Manaus, mostram uma mulher buscando atendimento emergencial para o filho de 3 anos na madrugada de segunda-feira, 12/1. Segundo o relato da família, a criança apresentava desmaios e convulsões.
Nas imagens, a mãe percorre os corredores da unidade solicitando socorro médico. O pai da criança, Isael Anjos, afirma que houve demora no atendimento inicial, alegando que o filho estava inconsciente e que não havia profissionais disponíveis para o pronto-atendimento pediátrico no momento da chegada.
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‘Não tem ninguém para ajudar?’
Nos registros, é possível ouvir o clamor da mãe na Sala de Medicação e Observação Infantil: “Não tem ninguém do pronto-socorro pra ajudar aqui não?”.
Segundo Isael Anjos, a família chegou à unidade por volta das 3h da manhã de segunda-feira, mas não encontrou atendimento imediato, apesar da gravidade do quadro clínico do filho, Isael Júnior.


Demora e denúncia de deboche
Além da demora, a família denunciou o tratamento recebido pelos funcionários. Isael afirma que o atendimento efetivo só aconteceu por volta das 11h, oito horas após a chegada, e atribuiu a movimentação do hospital à pressão feita pela família.
“Só correram para chamar a médica quando viram que eu estava filmando e discutindo. Se eu não tivesse filmado e feito confusão, meu filho não teria sido atendido tão cedo”, declarou o pai. Ele ainda relatou episódios de deboche na recepção e a ausência de uma equipe de triagem no momento do incidente.
A indignação aumentou quando, segundo ele, uma supervisora solicitou que ele “calculasse” o tempo de espera. “Não tem como calcular o tempo de uma coisa que não existiu. Um minuto é tempo suficiente para uma pessoa morrer”, desabafou.
Próximos passos e resposta
Após o período de tensão registrado nos vídeos, a criança foi submetida a exames e encaminhada para um neurologista.
Em nota, o Hospital Santa Júlia negou a falta de assistência. A unidade informou que o atendimento pela equipe médica e de enfermagem foi “imediato” e que seguiu todos os protocolos e condutas indicadas.
O hospital ressaltou que a criança apresentou evolução satisfatória, recebeu alta e seguirá em acompanhamento ambulatorial, reafirmando seu compromisso com a assistência ética e segura.












