Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Funcionárias terceirizadas que atuam na limpeza da Maternidade Ana Braga, no bairro São José Operário, zona Leste de Manaus, realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira, 7/1, para cobrar o pagamento de salários atrasados, que não estariam sendo pagos há cerca de quatro meses.
De acordo com relatos enviados anonimamente ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS por um (a) trabalhador (a), o grupo segue desempenhando as atividades na unidade de saúde, apesar da falta de repasse financeiro. As manifestantes afirmam que o atraso compromete despesas básicas, como alimentação, transporte e contas domésticas.
“A gente só quer os nossos direitos sendo pagos direitinho. A gente não quer confusão, apenas queremos resolver o nosso problema, porque estamos a quatro meses sem receber, sem vale transporte e com uma alimentação fornecida que é ruim que só”, afirmou o (a) colaborador (a).
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As funcionárias são vinculadas à empresa ABS da Amazônia, contratada pelo Governo do Amazonas para a prestação de serviços de limpeza na maternidade. Durante a manifestação, a Polícia Militar esteve no local para acompanhar o ato, que ocorreu de forma pacífica. A empresa não foi encontrada para comentar sobre a manifestação dos trabalhadores.
Até o momento, não houve confirmação de uma data para a regularização dos pagamentos. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) afirmou por meio de nota, que o pagamento da empresa que atualmente presta serviços de limpeza e conservação na maternidade Ana Braga está dentro do prazo de tramitação regular.
A SES-AM destaca ainda que funcionários que se manifestaram nesta terça-feira são remanescentes de outra empresa, que foi substituída. Eles foram recontratados pela atual e ainda possuem vencimentos pendentes com a antiga prestadora de serviço da unidade, sendo as obrigações trabalhistas de terceirizados responsabilidade das empresas.
Reclamações na rede estadual
O protesto ocorre dias após usuários do Hospital Francisca Mendes, na zona Norte da capital amazonense, relatarem superlotação e demora no atendimento. Pacientes denunciaram filas extensas e espera prolongada por consultas e procedimentos.
Na ocasião, a SES-AM informou que a situação estaria relacionada a falhas pontuais no sistema de atendimento e que medidas foram adotadas para normalizar os serviços na unidade. Segundo a pasta, a falha foi resolvida pela equipe técnica.












