Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O jovem amazonense Dimitri Alves afirmou que já recebeu cerca de 45 mil grívnias – moeda oficial da Ucrânia – (cerca de R$ 5.666,46) para atuar como combatente na guerra contra a Rússia. A declaração foi feita por meio das redes sociais nesta quarta-feira, 7/1.
Em um vídeo publicado na internet, Dimitri informou que integra a unidade Advanced Company, que faz parte do Batalhão de Revanche Internacional.
Segundo ele, já atua há cerca de sete meses na linha de frente do conflito. “Gostaria de externar minha satisfação em fazer parte desta unidade, uma força especial ligada ao Departamento de Inteligência da Ucrânia, onde realizamos missões difíceis”, afirmou.
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O jovem relatou ainda que participa de missões consideradas estratégicas e que perdeu companheiros durante os combates. De acordo com ele, a experiência tem sido marcada por superação, após ter enfrentado situações de risco extremo.
Dimitri explicou que o recrutamento de estrangeiros ocorre de forma voluntária e que os combatentes recebem suporte logístico, como alimentação, alojamento e equipamentos, além de remuneração mensal. “O salário é de 45 mil grívnias, além de um bônus quando retornamos das missões no front”, disse.
Sonho antigo
Natural do município de Carauari, no interior do Amazonas, Dimitri anunciou na última segunda-feira, 5, que havia decidido atuar como voluntário na guerra da Ucrânia, integrando forças que combatem a Rússia desde o início do conflito, em 2022.
Em uma das publicações, ele afirmou estar realizando um sonho. “Enquanto alguns sonham alto, eu acordo vivendo o impossível”, escreveu.
As postagens sobre a rotina militar do jovem têm repercutido nas redes sociais e viralizado entre moradores de Carauari e de Manaus, em razão da participação de um amazonense em um conflito internacional em andamento.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o pai do jovem, Edinaldo Alves, afirmou que Dimitri havia deixado recentemente o Exército Brasileiro, onde, segundo ele, não se sentia valorizado. Apesar disso, o desejo de seguir carreira militar permaneceu. “Graças a Deus, ele está onde gosta e fazendo o que sempre sonhou”, declarou.






